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domingo, 12 de julho de 2026

Paraíba deve registrar mais de 2.550 novos casos de câncer de cabeça e pescoço até 2028



Oito em cada dez brasileiros descobrem câncer de cabeça e pescoço em estágio avançado. Rouquidão persistente, uma ferida na boca que não cicatriza, dificuldade para engolir ou um caroço no pescoço costumam ser encarados como problemas passageiros. Em muitos casos, porém, esses sinais escondem um dos grupos de tumores mais agressivos: os cânceres de cabeça e pescoço.

O desafio é que a doença continua sendo descoberta tarde demais. Estima-se que oito em cada dez pacientes recebam o diagnóstico em estágio avançado, quando o tratamento se torna mais complexo, aumenta o risco de sequelas e diminuem as chances de cura.


O problema ganha ainda mais relevância diante das projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Entre 2026 e 2028, o Brasil deverá registrar aproximadamente 126.450 novos casos apenas de câncer da cavidade oral, tireoide e laringe, média de 42.150 diagnósticos por ano.

Entre 2026 e 2028, Paraíba deve registrar 2.550 novos casos, o equivalente a uma média de 850 diagnósticos por ano.


“O grande inimigo continua sendo o diagnóstico tardio. Muitos pacientes convivem durante meses com sinais aparentemente simples, como rouquidão ou pequenas lesões na boca, sem imaginar que podem estar diante de um câncer. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as possibilidades de preservar funções importantes, como falar, mastigar, respirar e engolir, além de aumentar significativamente as chances de cura”, explica Janini Rosas, cirurgiã-dentista e membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA).


Câncer de cavidade oral

Feridas na boca que não cicatrizam, manchas persistentes e dificuldade para engolir podem esconder uma doença que deve atingir cerca de 17,2 mil brasileiros por ano entre 2026 e 2028. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer da cavidade oral e da orofaringe terá risco estimado de 7,98 casos por 100 mil habitantes e continuará sendo muito mais frequente entre os homens, que devem concentrar aproximadamente 12,3 mil dos novos diagnósticos anuais,



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