As mudanças climáticas e a ocorrência de eventos extremos, como enchentes, estiagens e ondas de calor, podem aumentar o deslocamento de serpentes para áreas urbanas, elevando a possibilidade de encontros entre esses animais e a população. O alerta é de especialistas, que explicam que alterações no habitat natural obrigam a fauna silvestre a buscar novos locais para abrigo e alimentação.
O tema ganhou destaque após fortes enchentes provocadas pela passagem do tufão Maysak atingirem a cidade de Hengzhou, na região de Guangxi, na China. Com a destruição parcial de um criadouro, cerca de 900 serpentes escaparam e se espalharam por áreas urbanas e rurais.
Embora o episódio tenha ocorrido no exterior, especialistas afirmam que fenômenos climáticos também podem influenciar o comportamento da fauna no Brasil, especialmente diante da previsão de eventos climáticos severos associados ao El Niño.
Por que as cobras aparecem nas cidades?
Segundo a professora Marcela Aldrovani, da Universidade de Franca (Unifran), tempestades, enchentes, estiagens prolongadas e temperaturas elevadas modificam a disponibilidade de alimento e abrigo para diversos animais.
Como consequência, serpentes podem se deslocar para áreas habitadas em busca de locais mais seguros.
A especialista ressalta, porém, que a maioria das cobras não apresenta comportamento agressivo e costuma fugir quando percebe a presença humana.
O que fazer ao encontrar uma cobra?
A orientação é manter a calma e evitar qualquer tentativa de capturar ou matar o animal.
Especialistas recomendam:
Manter distância da serpente;
Isolar o local;
Afastar crianças, idosos e animais domésticos;
Acionar o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil, a Polícia Ambiental ou o serviço municipal responsável.
Também não é recomendado utilizar fogo, água quente, veneno ou tentar prender o animal com objetos improvisados.
Cuidados em caso de picada
Se ocorrer um acidente com uma pessoa, a recomendação é:
Lavar o local com água e sabão;
Manter a vítima em repouso;
Procurar atendimento médico imediatamente.

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