sábado, 25 de julho de 2026

Brasil tem quatro golpes por minuto e estelionato dispara 430% desde 2018

 


O estelionato se consolidou como o principal crime patrimonial do Brasil, com quatro golpes registrados por minuto no País. Só em 2025 foram mais de 2,2 milhões de ocorrências, o equivalente a quase 260 por hora — um crescimento de 430% desde 2018, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.


As fraudes se espalham sobretudo pelas plataformas digitais. Uma ligação que parece ser do banco, um pedido de dinheiro feito por alguém que diz ser um familiar, mensagens por WhatsApp, SMS ou Pix e falsas centrais telefônicas são as portas de entrada mais comuns. Na maioria das vezes, os criminosos obtêm as informações das vítimas em sites não seguros, criam situações de urgência e tentam convencer a pessoa a agir rapidamente, antes que ela desconfie.


O medo já faz parte da rotina do brasileiro: 83% da população teme sofrer um golpe pela internet ou pelo celular. A apreensão tem base concreta. A aposentada Maria Zeneide Ramos recebeu uma mensagem de alguém que dizia ser seu filho e afirmava ter trocado de número, pedindo dinheiro para pagar uma conta. Ela transferiu R$ 2,5 mil e só depois descobriu que havia sido enganada.


“Eu me senti muito nervosa, paralisada na hora”, relata. Ela conta que chegou a receber um aviso do próprio banco alertando para a possibilidade de golpe, mas não deu ouvidos à mensagem.


O golpe do WhatsApp é um dos mais comuns no País, mas o repertório dos criminosos é amplo. Eles também clonam cartões de crédito, fingem ser funcionários de banco, pedem transferências por Pix e simulam lojas e leilões na internet.


Para o especialista em dados digitais Pedro Tavares, o enfrentamento aos estelionatos depende da atuação conjunta de diferentes setores. “Quando você consegue ter a cooperação desses segmentos todos trabalhando no sentido de combater o crime e tem uma regulamentação, uma legislação que pune adequadamente o criminoso, você tem mais sucesso”, afirma, ao citar as big techs, os bancos e o governo.



Mais de 270 mil pessoas foram evacuadas devido a incêndios florestais no sudoeste da França e perto da capital da Espanha.

 


Na Espanha, mais de 70 mil pessoas precisaram ser desalojadas ou estavam confinadas na região de Madri por causa do “pior incêndio da História” naquela área, anunciou a presidente regional, Isabel Díaz Ayuso, de acordo com a AFP.


Na França, cerca de 197 mil pessoas foram retiradas das zonas ameaçadas pelos incêndios florestais no sudoeste da França, onde as chamas destruíram 22 mil hectares, o dobro da área de Paris, informou nesta sexta-feira o ministro do Interior, Laurent Nuñez.


Situação em Madrid

Bombeiros lutavam neste sábado (25) na Espanha para impedir que os diferentes focos de incêndio convergissem.


O medo agora é de que o fogo na região de Madri (que queimou cerca de 6 mil hectares) e outro, na província vizinha de Castela e Leão (com cerca de 9 mil hectares devastados), misturem-se.


“A previsão é de que o vento se mantenha e de que até a noite o incêndio continue avançando”, disse o delegado do governo regional, Fran Martín Aguirre. O chefe de governo da Espanha, Pedro Sánchez, ressaltou que seu país e a Europa “vivem uma situação dramática”.


O conselheiro regional de Meio Ambiente, Carlos Novillo, advertiu que o fogo no sudoeste da região se encontra em seu “momento mais crítico” e “além da capacidade de extinção”.


A Guarda Civil prendeu uma pessoa e investigava outra como possíveis autores do incêndio em Castela e Leão.


Embora ainda estejam longe da capital, as chamas afetam uma série de municípios residenciais bastante povoados, muitos deles cercados por colinas, áreas de mata e vegetação rasteira que favorecem a propagação do fogo.


A situação chegou a ameaçar a capacidade da agência espacial americana de se comunicar com seus robôs e sondas. Um complexo da Nasa na cidade de Robledo de Chavela e um outro da Agência Espacial Europeia na cidade de Cebreros foram completamente esvaziados.


Um dos incêndios nos arredores de Madri “atravessou” a instalação da Nasa na Espanha, informou à AFP uma porta-voz.



Escola de música abre 220 vagas para novos alunos em João Pessoa

 


A Escola Estadual de Música Anthenor Navarro (EEMAN) está com inscrições abertas para 220 vagas para ingresso de novos estudantes no semestre letivo de 2026.2. Os interessados têm até o dia 29 de julho para manifestar o interesse.


As vagas são destinadas aos cursos de Musicalização Infantil I, Musicalização Infantil II, Musicalização III e ao Núcleo de Educação Especial. A seleção será por sorteio público.


Musicalização Infantil I, destinado a crianças de seis meses a cinco anos e onze meses;

Musicalização Infantil II, para crianças de seis a nove anos;

Musicalização III, voltado para estudantes a partir dos dez anos, jovens e adultos interessados em teoria musical;

Núcleo de Educação Especial, direcionado a pessoas com deficiência.

Do total de vagas ofertadas, 60% serão priorizadas para estudantes ativos da rede pública de ensino, 10% seão reservadas para pessoas com deficiência (PcD) e 30% destinadas à ampla concorrência.


As inscrições serão realizadas exclusivamente de forma online até o dia 29 de julho, por meio do site da instituição.


O sorteio ocorrerá no dia 4 de agosto, às 9h, de forma presencial, no auditório da escola, localizado na Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego (Funesc), em João Pessoa.


Além dos candidatos classificados dentro das vagas, será formada uma lista de espera correspondente a 200% do total de vagas ofertadas, que poderá ser utilizada em caso de desistências ou desclassificações. 


Após a realização do sorteio, os candidatos selecioandos deverão efetuar a matrícula nos dias 6 e 7 de agosto, presencialmente na secretaria da escola.


O início das aulas está previsto para 10 de agosto. 



O cantor Roberto Carlos recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (24) após ser submetido a uma cirurgia de vesícula por videolaparoscopia.

 


O artista já se encontra em sua residência, onde dará continuidade ao processo de recuperação.


“A cirurgia foi um sucesso. Ele já teve alta e já está em casa. Agora é só cumprir o repouso e está tudo tranquilo”, afirmou a assessoria do cantor.


A intervenção cirúrgica estava previamente programada, conforme informado pelos assessores de imprensa Maurício Aires e Rogério Alves na última quarta-feira (22).


O procedimento não afetará os compromissos profissionais do músico.


“Comunicamos que o artista Roberto Carlos será submetido a uma cirurgia de vesícula por videolaparoscopia, previamente programada. Roberto Carlos está tranquilo e seguindo todas as orientações médicas. A recuperação é rápida, não interferindo na agenda de shows já programada. Agradecemos a todos pelas manifestações de carinho. Mauricio Aires e Rogério Alves Assessoria de Imprensa Roberto Carlos”, dizia o comunicado.


 



Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV ente jovens

 


A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina.

Dados coletados em 2016 e 2017 mostram que 14,98% dos participantes já tinham sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. Já nas amostras coletadas entre 2020 e 2023, essa proporção ficou em 7,95%.

A pesquisa Pop-Brasil foi realizada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde. Na primeira fase, foram analisadas amostras de 6.388 participantes não vacinados de ambos os sexos. Já na segunda fase, foram mais de 10 mil participantes, vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde.

Nos dois períodos, o foco foram os jovens de 16 a 25 anos, como explica a médica epidemiologista e líder da pesquisa Eliana Wendland:

“Essa faixa etária é a que tem a maior prevalência de HPV, porque é o início da atividade sexual. Essa faixa etária também foi escolhida porque todo mundo ali já deveria ter sido vacinado”

Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Entre as meninas e mulheres da pesquisa, apenas 61,8% estavam vacinadas, e a proporção foi ainda menor entre os participantes do sexo masculino: 31,1%. A taxa de cobertura ideal é de 90%.

Ainda assim, a vacina comprovou o seu potencial. Entre as meninas e mulheres, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pelo imunizante foi de 15,6% na primeira fase, quando apenas pessoas não vacinadas participaram da pesquisa. Já na segunda fase, a detecção do vírus entre as participantes vacinadas caiu para 3,1%.

De acordo com Eliana, a pesquisa verificou ainda que o imunizante já foi capaz de produzir um certo “efeito rebanho”:

“Nós também percebemos nas meninas um efeito populacional da vacinação. Mesmo entre aquelas que não foram vacinadas, nós tivemos uma diminuição da prevalência de HPV.”

Isso acontece porque a vacinação em altas coberturas diminui a circulação dos agentes causadores de doença, protegendo indiretamente toda a população. Na parcela de meninas e mulheres não vacinadas, a prevalência dos quatro tipos de HPV combatidos pela vacina foi de 10,5% na segunda fase da pesquisa.

Já entre os homens, a prevalência desses subtipos do vírus caiu de 13,8% para 4,6% entre os vacinados, mas não houve mudança estatisticamente significativa entre os participantes não vacinados da segunda fase. De acordo com Eliana, a explicação é a baixa cobertura vacinal desse público.

“Esse achado não é inesperado, uma vez que os meninos costumam receber menos incentivo à vacinação contra o HPV do que as meninas, em parte porque o vírus ainda é amplamente percebido como uma causa predominantemente do câncer do colo do útero”, destaca a prévia do artigo que será publicado na revista npj Vaccines com os resultados da pesquisa.

Vacinação eficaz
Outro dado reforça o poder e a importância da vacina é que, entre as duas fases da pesquisa, a prevalência geral de HPV na população, considerando todos os subtipos existentes, subiu de 46,7% para 56,6%, ao contrário do que aconteceu com os quatro subtipos combatidos pelo imunizante.

A pesquisa também encontrou evidências de que o esquema atual oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de apenas uma dose, é eficaz, porque não encontrou diferença na prevalência do vírus comparando pessoas vacinadas com uma, duas ou três doses.

A vacinação contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde começou em 2014, apenas com meninas, mas passou a englobar também os meninos a partir de 2017, com algumas mudanças na faixa etária ao longo dos anos. Em 2024, o esquema básico mudou de duas doses para uma.

Hoje, o público-alvo são todas as crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de alguns públicos adultos vulneráveis, como imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de profilaxia pré-exposição para prevenção do HPV e pessoas que já tiveram lesões precursoras no colo do útero.

O HPV, sigla para papilomavírus humano, é o principal causador do câncer do colo do útero, mas também pode provocar a doença em outros órgãos como pênis, ânus e garganta. Nem todo subtipo do vírus têm potencial cancerígeno, mas a vacina disponível no sistema público protege contra os quatro principais tipos oncogênicos.

Especialista em reprodução humana alerta que cólica não deve ser normalizada e que endometriose não impede gravidez

 


O ginecologista e obstetra Guilherme Carvalho, especialista em reprodução humana e com atuação em João Pessoa, alerta que a cólica em mulheres não deve ser normalizada e que a endometriose não impede a gravidez. Em entrevista ao ClickPB e ao apresentador do ClickFM, Beto Rabello, o médico explicou que a cólica que a mulher aprende a suportar pode ser a doença que rouba a sua fertilidade.

O obstetra destaca o maior estudo genético já feito sobre endometriose, o qual confirma que a doença é real, sistêmica e hereditária. O estudo publicado na revista Nature Genetics, uma das mais respeitadas do mundo em Genética, analisou o DNA de cerca de 1,4 milhão de mulheres e trouxe a mais completa fotografia já produzida sobre as origens da doença. Para o ginecologista e obstetra, Guilherme Carvalho, os achados deveriam servir de alerta a todas as mulheres que, há anos, ouvem que “cólica forte é normal”.

“Esse estudo derruba, de forma definitiva, o mito de que a dor menstrual intensa é apenas parte da vida da mulher. A endometriose tem base genética, é uma doença crônica e sistêmica e não pode ser tratada como frescura, não é exagero e, muito menos, normal”, afirma o especialista.

Gravidez

O médico explica que a mulher com endometriose não está, necessariamente, infértil. Mas é preciso avaliar e cuidar.

“É um grande mito. Muitas mulheres recebem o diagnóstico de endometriose e acham que também estão recebendo o diagnóstico de infertilidade. Não necessariamente. Nem toda paciente com endometriose vai ter infertilidade. Mas toda paciente com endometriose precisa avaliar e cuidar da sua questão reprodutiva porque existe uma associação muito grande”, alertou


Descobertas da ciência sobre a endometriose

A pesquisa identificou 80 regiões do genoma associadas ao risco de endometriose, sendo 37 delas inéditas, nunca antes ligadas à doença. Cinco dessas regiões também se relacionam à adenomiose, condição frequentemente associada. Ao cruzar dados de expressão genética, proteínas e marcadores celulares, os cientistas mostraram que a endometriose envolve processos de inflamação, regulação hormonal, resposta imunológica e remodelação de tecidos, o que ajuda a explicar por que a doença atinge o corpo muito além do útero.

A endometriose afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Ainda assim, o diagnóstico costuma demorar anos para acontecer, muitas vezes porque os sintomas são desvalorizados até pela própria paciente, que minimiza o problema e em alguns casos, pela assistência de saúde. “O que mais me preocupa como médico é o tempo perdido. Cada ano de diagnóstico adiado é um ano em que a doença pode avançar silenciosamente e comprometer a fertilidade da mulher. Quando a paciente chega ao consultório já tentando engravidar sem sucesso, muitas vezes descobrimos uma endometriose que poderia ter sido acompanhada muito antes”, alerta Dr. Guilherme.


Novos caminhos de tratamento

Um dos resultados mais promissores do estudo foi a identificação de medicamentos já utilizados em outras áreas da Medicina, como no tratamento do câncer de mama, na contracepção e na prevenção de parto prematuro, que poderiam, no futuro, ser reaproveitados no combate à endometriose. Drº Guilherme comemora o avanço, mas faz uma ressalva firme.

“É uma notícia esperançosa, porque mostra que estamos caminhando para tratamentos mais direcionados. Mas é fundamental deixar claro: são possibilidades de pesquisa, não receitas prontas. Nenhuma mulher deve se automedicar ou buscar soluções milagrosas que circulam na internet. Cada caso é único e exige acompanhamento individualizado. A ciência está confirmando o que tantas mulheres já sentiam na pele. Agora, o compromisso precisa ser coletivo: parar de normalizar a dor e garantir que essas mulheres cheguem ao diagnóstico e ao tratamento o quanto antes. Quanto mais cedo cuidamos, mais chances preservamos, inclusive o sonho da maternidade”, conclui o especialista.





sexta-feira, 24 de julho de 2026

Vaquejada no Haras Cartaxo impulsiona negócios e turismo em Sousa

 


Uma das maiores vaquejadas do Brasil está atraindo atenção em Sousa, no Sertão da Paraíba, com efeitos econômicos e culturais em diferentes setores da região. Realizada no Haras Cartaxo, a edição 2026 integra a programação da ExpoSousa e vem reunindo público expressivo, reforçando a tradição do esporte e criando oportunidades para o comércio, serviços e turismo local.

O evento inclui disputas esportivas, exposições e shows, além de parcerias que ampliam a visibilidade da vaquejada para além das fronteiras estaduais. Entre as presenças que chamaram a atenção está a do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, que participa das atividades e tem aproximado o evento de um público ainda mais amplo.

A vaquejada — manifestação cultural marcante no Nordeste brasileiro e modalidade tradicional do Sertão — movimenta diversos segmentos da economia. Durante sua realização, os estabelecimentos comerciais da cidade registram aumento no fluxo de clientes, hotéis e pousadas trabalham com ocupação mais alta, e serviços de alimentação e transporte observam incremento de demanda.

Líderes empresariais e participantes ressaltam que eventos com grande público, como a vaquejada e a ExpoSousa, têm ajudado a consolidar Sousa como um polo de negócios e cultura no interior da Paraíba. A expectativa é que as atividades impulsionem a economia local e gerem negócios não apenas durante os dias de evento, mas também ao longo do ano, com a atração de novos investimentos e parcerias.

A presença de figuras de projeção nacional reforça ainda mais a visibilidade do evento. Isso tende a ampliar não só o alcance mediático, mas também a atratividade de patrocinadores e apoio institucional para edições futuras, colocando Sousa e o Sertão paraibano no radar de eventos de grande porte no calendário cultural e esportivo regional.

Brasil tem quatro golpes por minuto e estelionato dispara 430% desde 2018

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