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segunda-feira, 2 de março de 2026

Paraíba entra em relatório dos EUA sobre supostas bases secretas chinesas na América do Sul; VEJA DOCUMENTO

 


Um relatório publicado pelo Congresso dos Estados Unidos, por meio do Comitê Seleto sobre a China, trouxe à tona preocupações sobre instalações ligadas a parcerias científicas entre Brasil e China, de acordo com reportagem do Poder 360.

O documento, divulgado em 26 de fevereiro, cita uma possível base militar secreta chinesa chamada Estação Terrestre de Tucano que estaria localizada em Salvador, na Bahia, na sede da Ayla Space.

O texto também cita a Paraíba, mais especificamente a Serra do Urubu, na zona rural do município de Aguiar, onde está sendo implantado o radiotelescópio Bingo, criado após um acordo entre o China Electric Science and Technology Network Communication Research Institute (CESTNCRI) e as universidades federais de Campina Grande (UFCG) e da Paraíba (UFPB). A parceria tem como objetivo desenvolver pesquisas avançadas em radioastronomia, tecnologias de observação do espaço profundo e planejamento de projetos científicos de grande escala.

No entanto, o documento norte-americano aponta um possível caráter estratégico da iniciativa. O texto afirma que, por estar integrado à base industrial de defesa da China, o CESTNCRI pode utilizar os avanços tecnológicos do laboratório em aplicações de uso dual, ou seja, tanto civis quanto militares. Entre as possíveis capacidades estão a inteligência militar, a consciência situacional espacial (SSA) e o rastreamento de alvos não cooperativos.

O relatório destaca que o laboratório na Paraíba tem mandato para coordenar cooperação científica internacional e planejar grandes iniciativas de pesquisa, mas observa que tais atividades podem fornecer à China meios de ampliar sua presença em regiões consideradas vitais para a segurança dos Estados Unidos.

“As aplicações tecnológicas mais amplas desses sistemas de observação do espaço profundo podem ter capacidades de uso dual para inteligência militar”, diz trecho do documento.

Além disso o documento afirma que o país asiático já possuiria ao menos 10 bases secretas na América do Sul. De acordo com o comitê, essas parcerias fariam parte de uma estratégia chinesa de influência, construída por meio de investimentos em setores de tecnologia sensível e comércio bilateral.

Confira a tradução da parte do documento que trata sobre a instalação do radiotelescópio na Paraíba:

Laboratório Conjunto China–Brasil de Tecnologia em Radioastronomia

Serra do Urubu, Brasil

O Laboratório Conjunto China–Brasil de Tecnologia em Radioastronomia foi estabelecido em 2025 após o China Electric Science and Technology Network Communication Research Institute (CESTNCRI) assinar um acordo com a Universidade Federal de Campina Grande, no Brasil, e a Universidade Federal da Paraíba.

O acordo formaliza a colaboração bilateral em pesquisa avançada em radioastronomia, tecnologias de observação do espaço profundo e planejamento de projetos científicos de grande escala.

O laboratório concentrar-se-á no desenvolvimento de tecnologias de ponta para apoiar a observação astronômica e a exploração do espaço profundo. Seu mandato inclui coordenar a exploração internacional e a cooperação científica internacional, planejar grandes iniciativas de pesquisa e traduzir a inovação científica em aplicações tecnológicas mais amplas. Notavelmente, como o CESTNCRI está profundamente integrado à base industrial de defesa da China, as aplicações tecnológicas mais amplas desses sistemas de observação do espaço profundo podem ter capacidades de uso dual para inteligência militar, consciência situacional espacial (SSA) e rastreamento de alvos não cooperativos.

O laboratório baseia-se no projeto Baryon Acoustic Oscillation in Neutral Gas Observations (BINGO), uma iniciativa multinacional de radioastronomia projetada para detectar oscilações acústicas de bárions (BAOs) por meio de observação em radiofrequência. O BINGO é um esforço colaborativo que envolve instituições de pesquisa do Brasil, China, África do Sul, Reino Unido, Suíça e França.

O telescópio está atualmente em construção em São Paulo e, uma vez concluído, será transportado para Serra do Urubu, próximo ao município de Aguiar, no Brasil.

As especificações técnicas do Telescópio BINGO consistem em dois refletores parabólicos, 50 cornetas (horns), receptores e um analisador de Transformada Rápida de Fourier (FFT). O telescópio foi projetado para mapear uma região do céu de 15° por 200° ao longo de vários anos, possibilitando uma ampla área de levantamento para cosmologia de precisão.

A missão científica do Telescópio BINGO é caracterizada pela detecção de gás neutro, como o hidrogênio atômico, por meio de um comprimento de onda situado em um desvio para o vermelho (redshift) entre 0,13 e 0,48. Para isso, o telescópio deve filtrar de forma rigorosa a Interferência de Radiofrequência (RFI) de origem humana.

O analisador FFT do sistema atua como um espectrômetro digital que digitaliza e classifica esses sinais. Embora os astrônomos considerem esses sinais como “ruído” a ser subtraído para observar o universo primordial, os algoritmos de alto desempenho utilizados no sistema poderiam ser capazes de interceptar, classificar e isolar pulsos de radar militar, telemetria de satélites e atividades de guerra eletrônica com extrema sensibilidade.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Morre Dennis Carvalho, ator e diretor de TV, aos 78 anos

 


O diretor de televisão e ator Dennis Carvalho morreu aos 78 anos na manhã deste sábado (28), conforme confirmou o Hospital Copa Star, em Copacabana, na zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada.

O Hospital Copa Star confirma com pesar o falecimento de Dennis de Carvalho neste sábado e se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda. O hospital também informa que não tem autorização da família para divulgar mais detalhes", comunicou a instituição à imprensa.

Carvalho já havia sido internado em dezembro de 2022, também no Hospital Copa Star, em estado grave, mas na ocasião o motivo da hospitalização não foi informado.

Nascido em São Paulo em 27 de setembro de 1947, Dennis iniciou sua carreira na TV Globo como ator, estreando em 1975 na primeira versão da novela 'Roque Santeiro'. Pouco tempo depois, passou a atuar como diretor, tornando-se referência na televisão brasileira.

Ao longo de sua trajetória na emissora, dirigiu mais de 40 produções, incluindo novelas, minisséries e especiais. Entre os trabalhos mais marcantes estão Vale Tudo (1988), O Dono do Mundo (1991), Celebridade (2003), Lado a Lado (2012) e Babilônia (2015), obras que marcaram gerações e consolidaram seu legado na televisão nacional.


Gusttavo Lima para de seguir Wesley Safadão e briga é exposta; saiba tudo

 



Uma suposta briga entre os cantores Gusttavo Lima e Wesley Safadão vem movimentando os fãs dos artistas nas redes sociais. Tudo começou nesta quarta-feira, 25, quando alguns internautas perceberam que o sertanejo havia deixado de seguir o perfil do cantor de forró no Instagram.


Ao investigarem mais a fundo, os fãs também notaram que a canção “Oi Vida”, uma parceria entre os músicos para o álbum Paraíso Particular, não está disponível no canal do YouTube do Gusttavo Lima. As demais músicas do disco, no entanto, continuam online.

Além de Safadão, Lima também deixou de seguir o cantor Nattanzinho Lima nas redes sociais. Nattanzinho e Safadão, no entanto, ainda seguem Gusttavo Lima no Instagram. Atualmente, o cantor sertanejo segue 684 pessoas em seu perfil no Instagram. Nomes como Ana Castela, Murilo Huff, Maiara e Maraisa ainda são seguidos pelo Embaixador. Em suas redes sociais, o artista não se pronunciou sobre o ocorrido.


O impasse, segundo o portal Leo Dias, teria ocorrido após impasses no agenciamento de Nattanzinho. Wesley Safadão teria recuado em uma parceria com Gusttavo Lima pela carreira do artista em ascensão, o que teria sido visto como uma ‘bomba’ para o sertanejo.


Nas redes sociais, Safadão respondeu Leo Dias sobre o assunto e disse que Nattanzinho não tem relação com a briga dos dois. “A verdade não é bem essa! Leo, me liga com o Gusttavo Lima, que aí, na tua frente, nós falamos todos juntos e tu vai ver que não tem nada a ver com Natanzinho Lima, e sim com outra coisa. A verdade é uma só, e não é essa que você está contando. Beijos e consciência limpa do lado de cá!”, disse.


Além disso, Leo Dias teria sido contatado por Wesley Safadão, que disse que a briga teria ocorrido por conta da criação da Ganha Bet, que não saiu do papel. E, no meio dessa confusão, o agenciamento de Nattanzinho entrou no meio. Safadão, inclusive, diz ter perdido R$ 5 milhões no imbróglio com Lima.



EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã; explosões são ouvidas em Teerã

 



Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no início da manhã deste sábado (28). As primeiras explosões foram registradas em Teerã, na capital do iraniana.

A operação ocorre após semanas de negociações entre os EUA e o Irã na tentativa de fechar um acordo que limite ou encerre o programa nuclear iraniano.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descreveu como "ataque preventivo" e uma ação para "eliminar ameaças". EUA estão realizando ataques por via aérea e marítima.

Segundo a agência de notícias estatal iraniana Fars, explosões foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do Irã.

O líder supremo do Irã, Khamenei, não está em Teerã, foi transferido para um local seguro, informou um oficial à Reuters. Sete mísseis atingiram área próxima ao palácio presidencial e ao complexo do líder supremo.


As Forças Armadas de Israel disseram que acionaram sirenes de alerta aéreo em diversas áreas do país "para preparar a população para a possibilidade de lançamento de mísseis contra Israel". Também anunciaram a suspensão das aulas e do deslocamento das pessoas ao trabalho.

A autoridade aeroportuária de Israel informou que fechou o espaço aéreo a voos civis.


Por Redação g1 — São Paulo

 

Fumaça sobe no horizonte após uma explosão em Teerã, Irã, sábado, 28 de fevereiro de 2026. — Foto: AP

Fumaça sobe no horizonte após uma explosão em Teerã, Irã, sábado, 28 de fevereiro de 2026. — Foto: AP

Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no início da manhã deste sábado (28). As primeiras explosões foram registradas em Teerã, na capital do iraniana.

A operação ocorre após semanas de negociações entre os EUA e o Irã na tentativa de fechar um acordo que limite ou encerre o programa nuclear iraniano.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descreveu como "ataque preventivo" e uma ação para "eliminar ameaças". EUA estão realizando ataques por via aérea e marítima.

Segundo a agência de notícias estatal iraniana Fars, explosões foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do Irã.

O líder supremo do Irã, Khamenei, não está em Teerã, foi transferido para um local seguro, informou um oficial à Reuters. Sete mísseis atingiram área próxima ao palácio presidencial e ao complexo do líder supremo.

As Forças Armadas de Israel disseram que acionaram sirenes de alerta aéreo em diversas áreas do país "para preparar a população para a possibilidade de lançamento de mísseis contra Israel". Também anunciaram a suspensão das aulas e do deslocamento das pessoas ao trabalho.

A autoridade aeroportuária de Israel informou que fechou o espaço aéreo a voos civis.

A Embaixada dos EUA no Catar implementou um protocolo de confinamento para todo o seu pessoal após ataques israelenses ao Irã.

O ataque ocorre num momento em que os Estados Unidos reuniram uma frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irã a chegar a um acordo sobre seu programa nuclear.

Tensão entre os EUA e o Irã

A última reunião entre os países ocorreu na quinta (26), em Genebra. Na ocasião, os enviados americanos avaliaram as negociações como positivas e acertaram de se encontrar na próxima segunda (1).


  • Os EUA querem que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio, por temerem que o país construa uma bomba nuclear.
  • O governo iraniano afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia.
  • Segundo a imprensa americana, os EUA também querem restringir o alcance dos mísseis balísticos iranianos e encerrar o apoio a grupos armados no Oriente Médio.
  • O Irã havia indicado que aceitava limitar o programa nuclear e que estava disposto a reduzir o nível de enriquecimento de urânio em troca do fim de sanções.
  • O governo do Irã prometeu uma resposta “feroz” a qualquer tipo de ataque dos EUA, mesmo que seja limitado, e já indicou que pode atingir bases militares americanas no Oriente Médio.

Cerco no Oriente Médio

Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio nas últimas semanas com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford. As embarcações se somaram a navios de guerra e às bases militares já mantidas pelos norte-americanos na região.

Ao todo, os EUA controlam ao menos 10 bases em países vizinhos ao Irã e mantêm tropas em outras nove. Há ainda relatos do envio de aeronaves para a Europa e Israel.

Enquanto isso, o Irã realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China. Imagens de satélite mostram também que o país tem fortificado e camuflado suas instalações nucleares.

Onda de protestos

A pressão americana sobre o Irã ganhou força no início do ano, após uma onda de protestos contra o o regime do aiatolá Ali Khamenei. O governo iraniano reagiu aos atos com forte repressão, deixando milhares de manifestantes mortos.

À época, Trump ameaçou o regime com uma ação militar caso a "matança" continuasse, mas os atos enfraqueceram diante da repressão brutal. O presidente dos EUA passou então a exigir um acordo nuclear - foi quando começaram as negociações.


Por volta do dia 20 de fevereiro, o Irã voltou a registrar protestos. Desta vez, de estudantes que retomavam o semestre estudantil. Teerã novamente advertiu os manifestantes a não ultrapassarem "limites".

Crise no Irã

O Irã enfrenta dificuldades econômicas há anos, impactado principalmente pela reimposição de sanções pelos Estados Unidos. A medida foi adotada em 2018, quando Trump deixou um acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano.


  • Ao retornar à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump retomou uma política de pressão máxima contra o Irã.
  • Em setembro, sanções também foram impostas pelas Nações Unidas, levando o governo iraniano a realizar reuniões para tentar evitar um colapso econômico.
  • A situação também foi agravada pelo conflito entre Irã e Israel, em junho. À época, forças israelenses e dos EUA realizaram ataques contra alvos ligados ao programa nuclear iraniano

Em meio a esse cenário, a população passou a enfrentar inflação elevada, acima de 40% ao ano. O descontentamento também cresceu diante da desigualdade entre cidadãos comuns e a elite do país, além de denúncias de corrupção no governo.

No fim de dezembro, o presidente do Banco Central do Irã renunciou ao cargo. A mídia iraniana afirmou que políticas recentes de liberalização econômica pressionaram a moeda local, levando a uma rápida desvalorização.


Somente em 2025, o rial iraniano perdeu cerca de metade do valor em relação ao dólar e atingiu a mínima histórica neste mês.

O contexto econômico se soma a tensões políticas internas. Desde a Revolução Islâmica de 1979, o Irã é uma república teocrática, em que a autoridade máxima é o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Ele está no poder há mais de 30 anos.

O regime é alvo de críticas por violações de direitos humanos e restrições a liberdades sociais, especialmente entre os mais jovens, que encabeçaram vários protestos nos últimos anos.

Disputa antiga

Não é de hoje que Irã e Estados Unidos vivem relações tensas. Os países acumulam desavenças desde 1979, quando a Revolução Islâmica implantou o regime dos aiatolás, que dura até hoje.

De lá para cá, os dois países trocaram uma série de hostilidades, com os EUA apostando em sanções econômicas e embargos comerciais para pressionar o Irã, principalmente para evitar que o país desenvolva armas e apoie grupos armados no Oriente Médio.

Durante o governo de Barack Obama, as relações tiveram certa estabilização, o que contribuiu para o acordo histórico de 2015, que limitava o programa nuclear iraniano.

Dois anos depois, no entanto, Trump retirou os EUA do tratado, ao afirmar que o Irã continuava em uma corrida armamentista e retomou sanções econômicas.


No início de 2020, os dois países viveram uma grande crise após o governo Trump lançar uma operação que resultou na morte do general Qassem Soleimani, principal figura da estratégia militar iraniana e muito próximo do líder supremo.

No ano passado, os EUA lançaram um ataque ao Irã em apoio a Israel para destruir instalações nucleares iranianas. O bombardeio resultou em um contra-ataque limitado contra uma base americana na região e em um acordo de cessar-fogo.