domingo, 27 de setembro de 2026

Setembro Verde: idosos também podem ser doadores vivos de órgãos



 Em 2023, Arivaldo Sampaio, à época com 69 anos, viu o filho perder a função do único rim que tinha após passar por hemodiálise quase diária. Com o transplante como única opção, toda a família se colocou à disposição como um possível doador – inclusive Arivaldo. O resultado: compatibilidade total entre pai e filho.

De acordo com o Ministério da Saúde, um doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula ou parte dos pulmões, sendo que a compatibilidade sanguínea é necessária em todos os casos.

Para doar um órgão em vida, o médico deve avaliar a história clínica do doador e doenças prévias, mas a idade não é limitação.

“Tive a felicidade de descobrir que eu era compatível. Esse momento, para mim, foi um momento de graça. Foi uma graça divina mesmo”, contou Arivaldo 

Ele conta que ficou aflito por receio de o rim não estar saudável. “Me perguntava como estará esse rim. Funcionalmente ele estará bem? Pode mesmo ser doado? Fizemos todos os exames e, graças a Deus, fui considerado apto.”

Segundo Arivaldo, a recuperação após a doação do órgão ao filho foi tranquila, sobretudo por ter sido acompanhado por uma equipe altamente qualificada e com muita empatia. “Meu filho já saiu com o rim funcionando”.

Três anos depois, Arivaldo tem uma rotina de praticar atividade física pelo menos cinco vezes na semana, incluindo corrida, musculação e alongamento. Uma vez ao ano, ele passa por consultas e exames no Hospital Universitário de Brasília (HUB), que coordenou todo o processo do transplante.

“Tudo isso é uma prova de que, quando você procura se cuidar, você consegue chegar numa idade mais avançada com mais qualidade de vida. Sou formado em educação física, sou professor, lecionei por 30 anos na rede pública e sempre ensinei aos meus alunos que nossa velhice é consequência do que a gente faz antes, no dia a dia.”

Cenário


Em 2025, o Brasil teve o registro de 4.335 doadores efetivos – uma taxa de 20,3 doadores por milhão de pessoas, o maior número já registrado. Ainda assim, 49,4 mil brasileiros aguardam atualmente na fila de transplantes, segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes.

No caso de doadores vivos, a legislação brasileira permite a doação entre parentes de até o quarto grau, além de cônjuges, sem necessidade de autorização judicial.

Cuidados

O médico nefrologista da Unidade de Transplantes do HUB, Geraldo Freitas, explicou que, no caso específico de doadores vivos, a avaliação é mais cuidadosa, já que tem como objetivo principal garantir a segurança tanto de quem recebe como também de quem doa.

“Afinal, trata-se de uma pessoa saudável que, de forma voluntária e altruísta, decide doar um de seus órgãos. Nosso objetivo é minimizar ao máximo os riscos desse procedimento e garantir que o doador possa seguir sua vida com segurança e boa saúde após a doação.”

Quando o doador vivo tem mais de 60 anos, a análise, segundo o médico, tende a ser ainda mais cuidadosa em relação a riscos futuros decorrentes da retirada do órgão. A avaliação é individualizada e envolve exames de sangue, urina, avaliação da função dos rins, exames de imagem, avaliação cardiovascular.

“É uma questão interessante. Por um lado, com o envelhecimento, aumenta a possibilidade de a pessoa apresentar doenças como hipertensão, diabetes ou problemas cardiovasculares, que podem aumentar os riscos da cirurgia e da própria doação.”

A decisão, de acordo com Freitas, é baseada não apenas em números e envolve o estado geral de saúde, a expectativa de vida, a possibilidade de a pessoa permanecer saudável com um único rim e também se os riscos da cirurgia são aceitáveis. “Envolve uma avaliação completa do doador”.

“Ao mesmo tempo, também avaliamos o receptor e o próprio órgão que será doado, verificando se ele apresenta condições adequadas para o transplante e se há uma boa perspectiva de funcionamento prolongado após a cirurgia. Em resumo, precisamos encontrar equilíbrio: garantir que a doação seja segura para quem doa e que o órgão ofereça uma boa perspectiva para quem recebe.”

O médico reforçou que, de maneira isolada, a idade avançada não representa exclusão automática para a doação em vida, mas, à medida em que uma pessoa envelhece, há maior probabilidade de desenvolver quadros como hipertensão, diabetes ou alterações da função renal, exigindo investigação detalhada.

“É verdade que, com o envelhecimento, aumenta a frequência de algumas doenças que podem contraindicar a doação. Mas, quando essas doenças estão ausentes, associado à função renal adequada, e a avaliação médica demonstra que o indivíduo apresenta boas condições para o procedimento, ela pode ser uma doadora.”

Agência Brasil 

Famílias preservam tradição de Cosme e Damião no Rio de Janeiro

 


Devota de São Cosme e São Damião desde criança, a professora Caroline Pinho de Araújo, de 40 anos, conta que começou a se apegar aos santos irmãos conforme foi crescendo. Primeiro, na Igreja Católica, e, depois, na umbanda.

"Eu agradeço a eles meu emprego, minha saúde, a minha família, e, todo ano, além de vir à missa, a gente também distribui doce em agradecimento a tudo o que a gente tem. É importante manter essa tradição. Crianças e adultos ficam felizes. Ao mesmo tempo, a gente combate discursos de ódio e de intolerância. Pregamos o amor e a alegria de ser criança", disse Caroline.

A professora participou de uma das missas deste domingo (27) na Paróquia de São Cosme e São Damião, no Andaraí, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A data marca o dia em que a Igreja Católica celebra anualmente os irmãos santificados que caíram no gosto dos cariocas

O padre Luiz Gustavo Menezes do Nascimento, vigário da Paróquia de São Cosme e São Damião, conta que é uma alegria receber peregrinos de todos os lugares com tantas histórias bonitas. Ele conta que também participa das festividades desde criança, quando pegava doces.

"Mas o que me arrastou de verdade foi o testemunho desses homens que deram a vida por Cristo. Então, 1,7 mil anos depois, poder comemorar esses homens é motivo de graça. São Cosme e São Damião foram perseguidos pelo imperador romano Diocleciano, que é responsável por 70% da cultura popular dos cariocas. São Jorge, São Sebastião e São Cosme e São Damião foram martirizados a mando desse imperador", disse o padre Luiz. 

Sincretismo religioso

Os santos são também celebrados por religiões de matrizes africanas. No Terreiro de Umbanda Cosme e Damião, em Vila Isabel, na zona norte, o domingo foi de distribuição de doces, bolo, cachorro-quente, algodão-doce, brinquedos e kits de higiene pessoal para adultos e crianças. 

A mãe de santo Ana Carolina Oliveira explica que sua família segue a tradição de fazer Cosme e Damião há mais de 60 anos. E este foi o sexto ano no terreiro. 

Ela conta que as religiões de matriz africana abraçaram Cosme e Damião porque os escravizados precisaram fazer o sincretismo religioso com a Igreja Católica para continuar a professar sua fé.

"Cosme e Damião são simbolizados como os erês [entidades espirituais infantis nas religiões de matriz africana]," disse a mãe de santo.

A massoterapeuta Vania Victorio Gonçalves da Silva veio com a filha Natasha e a amiga Mirele, ambas de 14 anos, para pegar os brindes no terreiro. Ela pertence à religião de matriz africana e lembra que a tradição remonta à avó e à mãe, que distribuíam doces.

"Essa tradição é o resgate da nossa história, dos nossos ancestrais".

A estudante Mirele Marinho da Silva conta que, desde criancinha, gosta de pegar os doces.

"Acho importante que a gente celebre abertamente, porque é uma forma de mostrar que a gente não se importa com a intolerância religiosa". 

Em seu perfil no Instagram, o historiador e escritor Luiz Antonio Simas conta que Cosme e Damião foram cristãos e médicos que viveram no Século 3 depois de Cristo, na região que hoje corresponderia à Síria.

"O que se conta é que eles eram médicos que tratavam das crianças sem cobrar nada pelas consultas e pelos tratamentos. Acabaram sendo martirizados no tempo em que o Império Romano perseguia os cristãos. O que se conta é que eles começaram a se materializar, apareciam materializados para crianças doentes. A tradição fala que eles costumavam ofertar doces para as crianças adoentadas porque dessa maneira elas ficavam mais felizes e a alegria era importante no processo de cura. É o que diz a tradição sobre São Cosme e São Damião." 

Agência Brasil 


Caso Rick e outras tragédias aéreas que abalaram a música brasileira



 A morte do cantor Rick, da dupla Rick e Renner, aos 59 anos, relembra outros grandes nomes da música brasileira que tiveram suas trajetórias interrompidas por acidentes aéreos.

O sertanejo estava a bordo de um helicóptero que desapareceu na segunda-feira (21/9), após decolar de Porto Belo com destino a São Joaquim, em Santa Catarina. Além de Rick, estavam na aeronave o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antonio Roberto Nobrega de Araujo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.

Os destroços do helicóptero e as vítimas foram localizados na terça-feira (22/9), após uma operação de buscas realizada na região.

Três dias antes do acidente, Rick havia se apresentado ao lado de Renner, com quem formava a dupla. A morte do cantor se soma a uma lista de artistas brasileiros que perderam a vida em acidentes envolvendo aeronaves.

Outros artistas que morreram em acidentes aéreos

Mamonas Assassinas

Em 2 de março de 1996, o avião que transportava os integrantes dos Mamonas Assassinas caiu na Serra da Cantareira, em São Paulo.

Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli morreram no acidente, assim como quatro integrantes da equipe e da tripulação. Não houve sobreviventes.

O grupo estava no auge da carreira e havia conquistado grande popularidade em todo o país em cerca de um ano e meio de trajetória.

Gabriel Diniz

Gabriel Diniz morreu aos 28 anos, em maio de 2019, quando vivia o auge do sucesso de “Jenifer”.

O avião de pequeno porte em que o cantor viajava caiu em uma área de mangue no município de Estância, em Sergipe. Os dois pilotos também morreram.

Posteriormente, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a aeronave realizava transporte remunerado de passageiros de forma irregular.

Marília Mendonça

Marília Mendonça morreu em novembro de 2021, aos 26 anos. A cantora viajava de Goiânia para Caratinga, em Minas Gerais, onde faria um show, quando o avião bimotor caiu em uma área rural de Piedade de Caratinga.

Segundo as investigações, a aeronave atingiu um cabo de uma torre de distribuição de energia. As outras quatro pessoas que estavam a bordo também morreram.


Com o anúncio de proibição das bets, na sexta-feira (25), o Ministério da Saúde anunciou que aumentará os esforços para contatar apostadores contumazes, oferecendo acompanhamento e tratamento nos casos necessários. Segundo o ministro Alexandre Padilha, haverá políticas de busca ativa, a partir de dados compartilhados pelos ministérios da Fazenda e da Segurança e pela Receita Federal. *Nomes fictícios a pedido dos entrevistados

 


“Um grande alívio.” Foi assim que Kaio*, de 42 anos, definiu o sentimento ao ouvir a notícia, na última sexta (25), de que as operações das empresas de apostas on-line, as bets, foram proibidas no Brasil. Ele diz que tenta recomeçar a vida depois de perder o carro, a casa e o emprego por causa das dívidas de jogo.

Hoje, Kaio mora sozinho em um dormitório em uma cidade do interior de Goiás. No local, ele se abriga, todas as noites, no chão. Temendo pela segurança, em função de dívidas contraídas com agiotas, preferiu se afastar e ficar longe da família. Ele reconhece que, nos últimos seis anos, o vício em jogos fez a sua vida virar pelo avesso.

Por isso, resolveu procurar ajuda em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), onde começou, neste ano, a participar de grupos terapêuticos e consultas médicas. Ele toma três remédios por dia. 

Desde o início dos alertas sobre o empobrecimento da população e o aumento do vício das bets, a Agência Brasil tem produzido reportagens sobre o tema. Veja aqui todas as matérias publicadas. 

Aprovada em 2018

A Medida Provisória 1394  que proibiu as bets no país, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira (25), revogou o que estava previsto no capítulo 5 da Lei 13.756, de dezembro de 2018, aprovada no último mês do governo de Michel Temer.

Apesar de terem sido aprovadas em 2018, as bets só foram regulamentadas em dezembro de 2023. Ou seja, as plataformas de apostas funcionavam, mas praticamente sem nem tipo de regra por pelo menos cinco anos.

Foi apenas com a regulamentação que surgiram regras como a necessidade de avisos de desestímulo ao jogo e de advertência sobre seus malefícios que deveriam ser veiculadas pelos agentes operadores.

Vulnerabilidades

A psiquiatra Katia Branco, supervisora do Grupo Pro-Amiti (que trata e estuda o transtorno do controle de impulso) do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica que pessoas em vulnerabilidade representam o grupo mais suscetível ao vício em jogos e foram afetadas por desinformação e publicidade enganosa por todos os lados.

Segundo ela, as pessoas foram atacadas por anúncios que induziam a uma falsa ideia de que o jogo serviria como uma complementação de renda. “São pessoas que querem retornos rápidos induzidas a acreditar que podem ter isso com as bets. Isso se tornou realmente muito perigoso.”

Perdas bilionárias

Apenas no ano passado, as famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets (diferença entre o dinheiro apostado e o devolvido em forma de prêmio). Isso equivale a uma média de R$ 4,7 bilhões por mês, de outubro de 2024 a março de 2026.

As perdas equivalem a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e consideram as transferências feitas por Pix para as casas de apostas. No mesmo período, as bets movimentaram quase R$ 351 bilhões em transações via Pix.

Os dados foram divulgados no Boletim Fiscal dos Estados, divulgado pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz).

Regras não seguidas


A lei que regulamentava as bets determinava, por exemplo, que as empresas bloqueassem o acesso de usuários identificados como compulsivos. Mas, segundo o advogado Júlio Leone, isso nunca ocorreu. Ao contrário, as empresas mandavam inúmeros bônus e anúncios aos jogadores, “É aí que ela perde todo o capital", disse o advogado à Agência Brasil em agosto.

Kaio* reforça que era exatamente isso o que ocorria. “O celular não parava de trazer mensagens.”

Pessoas de todas as idades passaram a ser vítimas das violações cometidas pelas plataformas, inclusive, adolescentes.

Um em cada cinco alunos (20,4%) dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio disse, no último ano, já ter feito apostas online. O levantamento foi feito a pedido da Frente Parlamentar Mista da Educação pela Equidade.info (iniciativa que produz dados para pesquisas). O estudo ouviu 1.912 estudantes de 191 escolas de todo o país. 

Um dos dados de maior impacto mostrava que as apostas começavam aos 11 anos de idade. Pelo menos 9,5% dos estudantes nessa faixa etária disseram já ter feito apostas.

A psicóloga Mariana Kehl, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia, explica que o jovem é mais vulnerável a apelos desse tipo porque o cérebro dele ainda está em construção. 

Os especialistas explicam que o núcleo ligado à sensação de prazer e à dopamina funciona em ritmo acelerado, as regiões que controlam os impulsos e avaliam riscos só terminam de amadurecer aos 20 e poucos anos.

“O adolescente sente intensamente o prazer de ganhar uma aposta, mas ele, em contrapartida, ainda não dispõe do aparato para frear o impulso da aposta seguinte”, diz.

Riscos de suicídio


Os profissionais de saúde constataram que apostadores de todas as faixas etárias apresentaram sinais de desesperança, sensação de estar sem saída, afastamento das pessoas, aumento do uso de álcool ou mudanças importantes de comportamento. 

Segundo a psiquiatra Katia Branco, supervisora do Grupo Pro-Amiti (que trata e estuda o transtorno de controle de impulso) do Hospital das Clínicas de São Paulo, falas relacionadas à morte ou a não querer mais viver devem ser motivo de atenção e procura de ajuda. 

“A ideação suicida deve ser tratada de forma mais aberta tanto no consultório quanto nos grupos terapêuticos. Com manejo adequado, podemos reduzir o risco e tentar ajudar os pacientes”, afirma a psiquiatra.

Ainda de acordo com a especialista, os pacientes mostravam-se extremamente ansiosos em virtude dos prejuízos caudados pelos jogos. “Há quem tenha pensamentos de morte e, no caso, os mais graves já com a ideação suicida em virtude dos prejuízos financeiros que têm”, explica.

Ajuda necessária

O neurocirurgião Orlando Maia afirma que pessoas com essa dependência têm a sensação de que a aposta faz parte do dia a dia, já que buscam um mecanismo de recompensa.  Ele explica que, muitas vezes, as pessoas não reconhecem o problema por si mesmas. “Precisam de pessoas da família ou de amigos que possam ajudar”.

A psicóloga Claudia Feres, que atua em um Centro de Apoio Psicossocial (Caps) no Distrito Federal, recomenda que pacientes dependentes e suas famílias procurem ajuda profissional. “Eu trabalho em Caps. Chegam para nós pessoas que tiveram pensamentos e fizeram, por exemplo, tentativa de autoextermínio. É um pedido de socorro desesperado, como se falasse que precisa se ausentar da vida naquele momento”.

Um dos problemas, segundo os especialistas, é que as apostas online estavam facilmente acessíveis e disponíveis praticamente 24 horas por dia.

"É um cassino dentro do seu bolso", afirmou Luiz Carlos*, 71 anos, integrante do Jogadores Anônimos. ”Graças a Deus eu não jogo hoje, porque, se eu jogasse, estava perdido. Na minha época, a gente tinha que sair de casa para jogar. Hoje não precisa mais", afirmou em entrevista à Rádio Nacional, dias antes de o governo proibir as plataformas de bets por problema de saúde pública.

Em agosto, com o aumento dos problemas de saúde ligados ao vício em jogos, o Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou o número de teleatendimentos mensais a pessoas que enfrentam problemas relacionados a apostas online.

Com o anúncio de proibição das bets, na sexta-feira (25), o Ministério da Saúde anunciou que aumentará os esforços para contatar apostadores contumazes, oferecendo acompanhamento e tratamento nos casos necessários. Segundo o ministro Alexandre Padilha, haverá políticas de busca ativa, a partir de dados compartilhados pelos ministérios da Fazenda e da Segurança e pela Receita Federal. 

*Nomes fictícios a pedido dos entrevistados

Agencia Brasil 

UFPB avança 90 posições em ranking mundial que mede sustentabilidade de universidades

 


Paraíba - A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) avançou 90 posições no UI GreenMetric World University Rankings, que mede o desempenho de universidades ao redor do globo em relação a suas ações de sustentabilidade. É o melhor desempenho da UFPB em todas as edições do ranking. 

Em 2026, a pontuação da UFPB passou de 5.425 para 6.077,5 pontos. Isso a alçou à 850ª posição, entre 2.016 universidades de 110 países. Com isso, a instituição paraibana passou a ocupar o 106º lugar na América Latina, a 25ª posição entre universidades brasileiras, e o 4º lugar entre as instituições do Nordeste

.Elaborado desde 2010 pela Universidade da Indonésia, o UI GreenMetric avalia a sustentabilidade das universidades a partir de pilares como Infraestrutura e Espaço, Energia e Mudanças Climáticas, Resíduos, Água, Transporte, Educação e Pesquisa, além de governança e digitalização. A partir desses eixos, o ranking reúne indicadores relacionados às práticas, políticas e iniciativas de sustentabilidade adotadas pelas instituições. 

Conforme a gestão da universidade, a UFPB passa atualmente por um processo de transformação para aumentar sua sustentabilidade, aperfeiçoando suas políticas de gestão ambiental e preservação das áreas verdes, gestão e destinação de resíduos, mobilidade e transporte sustentável, educação, pesquisa e extensão voltadas à sustentabilidade, dentre outras ações.

Ainda segundo a administração, a UFPB vem consolidando sua Política Ambiental, seu Plano de Gestão de Logística Sustentável, além das ações da Comissão de Gestão Ambiental e iniciativas que integram a sustentabilidade ao planejamento institucional.

Segundo a reitora Terezinha Domiciano, esse avanço é fruto do trabalho de toda a comunidade universitária.

”Sustentabilidade não é apenas um indicador. É uma escolha institucional e um compromisso com as próximas gerações”, pontua. 

Texto: GSI/UFPB

Eleições 2026: famílias ampliam presença na disputa por cargos na Paraíba

 



Um dos exemplos está na chapa de Lucas Ribeiro (PP), candidato ao Governo, que tem Lígia Feliciano (União Brasil) como candidata a vice. Lígia é esposa do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil), que concorre à reeleição para a Câmara. Lucas, por sua vez, é filho da senadora Daniella Ribeiro e sobrinho do deputado federal Aguinaldo Ribeiro. A candidatura de Lucas e a de Lígia estão deferidas pela Justiça Eleitoral.

Na disputa pelo Senado, Nabor Wanderley (Republicanos) tem dois filhos também candidatos: Hugo Motta, que busca a reeleição para deputado federal, e Olívia Motta, candidata a deputada estadual. Olívia é filha de Nabor e irmã de Hugo. Nabor também integra a composição governista ao lado de Daniella Ribeiro, que aparece como primeira suplente em sua chapa.

Na oposição, Efraim Filho (PL) concorre ao Governo tendo Nayana Pontes como candidata a vice. Nayana é esposa do deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL), que disputa a reeleição. Efraim tem o irmão George Morais na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. A esposa de Efraim, Carol Morais, também integra uma chapa majoritária, como suplente de Marcelo Queiroga (PL) na disputa pelo Senado.

Outro núcleo familiar está ligado a Cícero Lucena (MDB), candidato ao Governo. Seu filho Mersinho Lucena disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto Matheus Lucena, também filho do ex-prefeito de João Pessoa, integra como primeiro suplente a chapa de Veneziano Vital do Rêgo ao Senado. Na nominata do MDB para a Assembleia Legislativa também está Ana Cláudia Vital, esposa de Veneziano.

Irmãos e casais na disputa proporcional

A presença de familiares também aparece na disputa pelas vagas proporcionais. Adriano Galdino (Republicanos) concorre à reeleição para deputado estadual, enquanto seu irmão, Murilo Galdino, busca novo mandato na Câmara Federal. Os dois têm participado juntos de atividades de campanha neste ano.

Na família Santiago, Wilson Filho (Republicanos) disputa a reeleição para deputado estadual, enquanto seu pai, Wilson Santiago, concorre novamente à Câmara dos Deputados.

Já Caio Roberto (MDB) busca a reeleição para deputado estadual e é filho de Wellington Roberto, que disputa novamente uma vaga de deputado federal. Os dois aparecem nas candidaturas registradas para o pleito de 2026.

Outro casal que participa da eleição é formado por Emerson Panta e Dra. Jane Panta. Emerson disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Progressistas, enquanto Jane concorre à reeleição para a Assembleia Legislativa.

Também há a participação de Luciano Cartaxo e Maísa Cartaxo. O casal teve as candidaturas homologadas para deputado estadual e deputada federal, respectivamente, durante a convenção partidária realizada em agosto.

Na região de Sousa, a família Gadelha reúne candidaturas em diferentes cargos. André Gadelha concorre ao Senado, enquanto Lafa Gadelha disputa uma vaga na Assembleia Legislativa. O grupo também conta com Leonardo Gadelha, candidato a deputado federal.

Outro caso envolve Chico Mendes (PSB), que deixou a disputa pela Assembleia Legislativa para assumir a primeira suplência na chapa de João Azevêdo (PSB) ao Senado. Com a mudança, sua esposa, Nil Braz Mendes, passou a disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.

Com diferentes configurações, as candidaturas mostram a participação simultânea de integrantes das mesmas famílias em diferentes níveis da disputa eleitoral paraibana. Os vínculos aparecem tanto nas chapas majoritárias quanto nas candidaturas proporcionais, abrangendo cargos de governador, senador, deputado federal e deputado estadual.


Polícia prende em Santa Rita homem com celular roubado em Guarabira

 


A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 5 Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), em ação conjunta com a Força Tática do 7º Batalhão de Polícia Militar (7º BPM), prendeu em flagrante, nesse sábado (26), um homem de 26 anos, na comunidade de Várzea Nova, em Santa Rita/PB. O suspeito foi flagrado com um aparelho celular roubado no dia 22 de setembro, durante um roubo a uma joalheria no Centro de Guarabira/PB, praticado com emprego de arma de fogo.

A localização do aparelho foi possível após a Polícia Civil realizar o rastreamento do celular. Durante a abordagem, a equipe policial confirmou, por meio do número de Identificação Internacional de Equipamento Móvel (IMEI), que se tratava do mesmo aparelho subtraído no roubo em Guarabira.

O preso, que faz uso de tornozeleira eletrônica e responde pelo crime de tráfico de drogas, foi conduzido, juntamente com o material apreendido, à 6ª Delegacia Distrital de Santa Rita, onde foram realizados os procedimentos legais cabíveis. O aparelho celular será restituído à vítima.

A Polícia Civil da Paraíba ressalta a importância da atuação integrada entre as forças de segurança pública no combate à criminalidade e na recuperação de bens subtraídos, reforçando o compromisso com a segurança da população.

Setembro Verde: idosos também podem ser doadores vivos de órgãos

  Em 2023, Arivaldo Sampaio, à época com 69 anos, viu o filho perder a função do único rim que tinha após passar por hemodiálise quase diári...