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terça-feira, 2 de abril de 2024

Laudos falsos de câncer usados por médica suspeita de fraudar diagnósticos eram feitos em máquina de xerox, diz delegado

O delegado de Polícia Civil Helder Lauria afirmou que os laudos de câncer de pele apresentados aos pacientes pela médica Carolina Fernandes Biscaia Carminatti eram adulterados com a ajuda de uma máquina de xerox.

Conforme o delegado Lauria, documentos falsos eram colocados sobre os verdadeiros e, com ajuda do equipamento, eram criadas novas versões dos laudos.

A prática foi confirmada pela perícia final do Instituto de Criminalística do Paraná, que avaliou diversos laudos apreendidos em prontuários e em gavetas do consultório de Caminatti - em Pato Branco, no Paraná.

Os materiais foram encontrados em uma operação realizada em 23 de fevereiro deste ano para apurar emissão de laudos falsos e indicação de cirurgias desnecessárias pela profissional

Questionada sobre a conclusão da perícia, a defesa de Carminatti disse que vai aguardar as conclusões e que não vai "comentar sobre especulações que podem interferir na investigação".

Segundo o delegado, a perícia mostrou que algumas folhas tinham vários diagnósticos diferentes de câncer, que seriam recortados para colar em cima dos diagnósticos originais.

A emissão dos laudos falsos era feita no próprio consultório da médica, afirmou Lauria.

A investigação apurou que nas consultas a médica examinava pintas e manchas dos pacientes e afirmava que algumas poderiam ser cancerígenas. Na sequência, fazia retirada de material e encaminhava para um laboratório.

Na reconsulta, segundo a investigação, ela apresentava ao paciente um laudo falso com diagnóstico de câncer de pele e realizava a ampliação de margem - procedimento em que é retirado pedaço da pele na área suspeita de haver células cancerígenas. Os procedimentos custavam até R$ 13 mil.

 

segunda-feira, 1 de abril de 2024

Homem é preso suspeito de estuprar quatro filhas e engravidar uma delas na Paraíba


 Um homem suspeito de estuprar as quatro filhas foi preso na manhã desta segunda-feira (01), no município de Mataraca, Litoral Norte paraibano. Uma das vítimas está grávida em decorrência dos abusos sexuais.

O caso foi denunciado por familiares das vítimas que revelaram que o suspeito obrigava as filhas a tirar a roupa e olharem para o céu antes dos abusos.

Um mandado de prisão foi expedido pela Justiça e cumprido por policiais da 7ª Delegacia Seccional, com sede em Mamanguape, e da Delegacia da Mulher.

Ele foi encaminhado para um dos presídios do Vale do Mamanguape.

MaisPB

Homens são flagrados saindo de bueiro durante madrugada em João Pessoa


 Um cena, no mínimo, curiosa, chamou a atenção, na madrugada deste domingo (31/03), em João Pessoa.

Pelo menos três homens foram vistos saindo de um bueiro na principal dos Bancários, em frente a farmácia Drogasil.

Nas imagens obtidas pelo @blogmauriliojunior, um homem, aparentemente embriagado, faz o resgaste do trio. Após o último sair, o bueiro é fechado.

Ainda não se sabe o motivo da aventura do grupo.

Divulgada programação do São João Premium 2024 em Campina Grande; confira


 Consagrado no calendário de eventos juninos de Campina Grande, o São João Premium divulgou neste domingo (31/03) a programação de shows para os 5 dias da edição 2024.

A largada será dada por Belll Marques, com a tradicional Namoradrilha, no dia 2 de junho. Já no dia 8, no Spazzio, a programação conta com Flávio José, Fagner, Dorgival Dantas e Santanna.

No dia 16 será a vez de Ivete Sangalo agitar a avenida com a Beijadrilha, enquanto Jorge e Mateus, Mano Walter e DJ Dennis farão a festa no dia 21, no Spazzio.

A programação se encerra no dia 22, com shows de Luan Santana, Simone Mendes, Leonardo e Magníficos, na Vila Forró.

As vendas dos ingressos serão iniciadas nesta terça-feira (02/04), no Spazzio, e através do site Acesso Ticket.

O evento atrai turistas de diferentes regiões para uma experiência completa e é um dos motivos do município ser um dos destinos mais procurados no período.

Após apoio de Couto, Cartaxo acena para Ricardo Coutinho: “João Pessoa o reconhece”


 O deputado estadual Luciano Cartaxo (PT) acenou nesta segunda-feira (01/04) ao ex-governador Ricardo Coutinho (PT) para se consolidar como pré-candidato a prefeito de João Pessoa pelo Partido dos Trabalhadores em outubro. Na semana passada, o ex-prefeito recebeu o apoio do deputado federal Luiz Couto (PT), que usou a tribuna da Câmara Federal para expressar a sua posição.

Cartaxo afirmou que o apoio de Coutinho “será também muito importante para construirmos a unidade que vai derrotar a atual gestão e garantir dias melhores para quem vive na Capital”. O parlamentar trata Ricardo como “liderança muito importante” no PT e que João Pessoa o reconhece como um grande prefeito.

“Estou em busca da unidade do partido, unindo forças com aqueles que lutam pelo fortalecimento do PT na Paraíba, todos aquele que sabem e desejam que nosso partido oferte à população de João Pessoa uma candidatura forte, competitividade e que vai vencer as eleições para voltar a governar nossa cidade. Ricardo é uma liderança importante dentro do partido. A cidade o reconhece como um grande prefeito, que tem realizações que melhoraram a vida do povo de João Pessoa. Fiquei muito feliz com apoio ao meu nome por parte do deputado federal Luiz Couto na semana passada e será também muito importante ter o apoio de Ricardo para construirmos a unidade que vai derrotar a atual gestão e garantir dias melhores para quem vive na Capital”, disse Cartaxo.

Também na semana passada, a Nacional do PT cancelou definitivamente as prévias do partido em João Pessoa. A decisão por candidatura própria será da executiva em Brasília.

Câmara aprova retrocessos na pauta ambiental e pode fragilizar mecanismos de prevenção



Projeto que reduz proteção a áreas não florestais já recebeu aval de comissão. Outros textos liberam garimpo em reservas, flexibilizam medidas contra incêndios e extinguem taxas que custeiam Ibama. Menos de dois meses após o início dos trabalhos em 2024, a Câmara dos Deputados já avança em matérias que, segundo especialistas, representam retrocessos à pauta ambiental e podem fragilizar mecanismos de prevenção. Pelo menos seis projetos que estão tramitando em comissões permanentes da Casa – e um que já pode seguir direto para o Senado – atacam a fiscalização ambiental e abrem margem para ampliar o desmatamento. Em uma das primeiras sessões do ano, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), hoje presidida pela deputada de oposição Carol de Toni (PL-SC), aprovou um projeto que permite desmatar vegetações nativas não florestais em todos os biomas brasileiros. Como o texto tramita em caráter terminativo, pode ser levado diretamente ao Senado se não houver recurso para ser votado no plenário da Câmara. De Toni é integrante da bancada ruralista e participou da CPI do MST, onde tinha a suposta intenção de “desmascarar” o movimento. A comissão terminou sem um relatório final. CCJ da Câmara dá aval a projeto que diminui proteção à vegetação nativa não-florestal Os seis textos em tramitação simultânea que afrouxam a fiscalização podem (clique para ver detalhes): liberar o desmate de vegetação original em biomas que não são florestas; legalizar o garimpo em reservas extrativistas; afrouxar medidas de prevenção a incêndios em áreas rurais; flexibilizar as Áreas de Preservação Permanente (APPs); e enfraquecer a taxa de controle e fiscalização ambiental e, consequentemente, do Ibama; enquadrar a silvicultura como atividade "sem impacto ambiental". Consultor jurídico do Instituto Socioambiental (ISA), Mauricio Guetta tem acompanhado as discussões na Câmara e vê com preocupação o movimento articulado pelos deputados. “São proposições que, além de atingirem o núcleo do direito da população ao meio ambiente equilibrado, atentam contra os próprios setores econômicos supostamente beneficiados. As mudanças climáticas têm causado impactos severos na produção agrícola em várias regiões do país e tendem a se agravar ainda mais com a aprovação dos retrocessos em questão”, afirma Guetta. Coordenador da Frente Ambientalista, Nilto Tatto (PT-SP) é contrário à aprovação dos textos e diz que a frente tem articulado saídas para evitar a transformação desses projetos em lei. Por outro lado, a bancada ruralista – uma das maiores e com mais força no Congresso – tem trabalhado para mudar a legislação. “O risco é flexibilizar a legislação ambiental, principalmente o Código Florestal, para facilitar a expansão de determinados setores econômicos em áreas que devem ser protegidas. Legalizar o que é crime. Hoje temos fiscalização que inibe o crime”, diz Tatto. O deputado petista acredita que o governo deve se organizar para orientar contra o projeto, por meio do Ministério do Meio Ambiente. Entenda as propostas Exploração de vegetação nativa O texto aprovado na CCJ no último dia 20 altera o Código Florestal para prever que as formas de vegetação nativa predominantemente não florestais, “como os campos gerais, os campos de altitude e os campos nativos”, serão consideradas áreas rurais consolidadas e, com isso, poderão ser exploradas. O texto também inclui um dispositivo conflitante com a Lei da Mata Atlântica. Segundo a proposta, as regras estabelecidas para a regularização ambiental de imóveis rurais previstas no Código Florestal valem para todo o país e afastam "disposições conflitantes contidas em legislações esparsas”, inclusive aquelas que se refiram apenas à parcela do território nacional – como a área de predominância da Mata Atlântica. Parlamentares da base governista argumentam que áreas de vegetação nativa perdem a proteção legal com a aprovação desse projeto. Deputados da oposição rebatem as críticas dizendo que "nenhuma árvore será derrubada", já que esses campos são de vegetação baixa (arbustos, por exemplo). Voltar à lista. Ritmo de desmatamento da Mata Atlântica está em queda Garimpo em Unidades de Conservação Projeto pautado na Comissão de Minas e Energia viabiliza o licenciamento ambiental de garimpos em reservas extrativistas e parques nacionais – categorias de Unidade de Conservação. Atualmente, essas atividades são proibidas. “É uma tentativa de alguns deputados avançar nessa pauta que prejudica o meio ambiente. Essa é a pauta do bolsonarismo de querer passar a boiada”, afirma o deputado Carlos Veras (PT-PE). Já para o relator, deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), a lavra garimpeira de pequeno porte é compatível com as características das reservas. Segundo Chrisóstomo, a atividade que seria legalizada usa técnicas de baixo impacto ambiental e seria realizada pelas próprias populações tradicionais que ocupam essas áreas. “Trata-se de área utilizada para subsistência das populações extrativistas tradicionais, por meio de atividades que assegurem o uso sustentável dos recursos naturais da unidade. Nesse sentido devemos lembrar que o pequeno garimpo de baixo impacto ambiental é uma atividade de subsistência que já está incorporado na tradição de nosso povo, desde os primórdios do país, nos tempos de colônia”, afirma em seu parecer. Incêndios no campo Uma proposta na Comissão de Agricultura libera empreendimentos rurais para descumprir medidas de prevenção e combate a incêndio, desde que não haja risco a pessoas, patrimônio ou ao meio ambiente. O texto inicial dispensava essas empresas de adotar qualquer medida a respeito – sob o argumento de que leis municipais e estaduais teriam criado exigências e custos desnecessários. A relatora, deputada Daniela Reinehr (PL-SC), mudou a redação para prever medidas simplificadas de prevenção e combate a incêndio, além de incluir a obrigatoriedade do treinamento de combate ao fogo. “Não acreditamos que sair de um extremo de medidas de prevenção excessivas para a total ausência delas seja a solução. Não há como dispensar todas as exigências, pois em caso de acidentes pode ser que em virtude das longas distâncias o socorro não chegue a tempo. Por outro lado, um mínimo de prevenção ajuda a reduzir o seguro da propriedade e das instalações produtivas”, afirma seu parecer. Para o deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM), o projeto é uma "afronta" à fiscalização ambiental. “Quem vai conseguir manter a vigilância sobre esses empreendimentos rurais para se certificar de que estão seguindo os procedimentos corretos dos bombeiros?”, questiona. “Vemos os estragos causados pelo fogo cada vez maiores, anualmente. Temos que lembrar que já estamos em uma emergência climática. Ou seja, não há mais tempo para as concessões. É urgente se adaptar. Sabemos que há uma demanda insistente de parte dos parlamentares para que as regras ambientais sejam flexibilizadas e que as punições sejam menos duras, mas se elas existem é para serem cumpridas”, diz o deputado. Mulheres indígenas se unem no combate a incêndios em Roraima Ameaça a Areas de Preservação Permanente (APPs) Projeto em trâmite na Comissão de Constituição e Justiça propõe considerar obras de infraestrutura de irrigação como utilidade pública. Segundo especialistas, o texto tem potencial de agravar e intensificar a segurança hídrica no Brasil. “Na medida em que objetiva viabilizar barramentos de rios e cursos d’água, considerando as obras de infraestrutura de irrigação como de utilidade pública, promove a apropriação privada da água”, ressalta Malu Ribeiro, diretora de políticas públicas da Fundação SOS Mata Atlântica. “É um grave atentado que pode levar a desmatamentos em área de preservação permanente e intensificar impactos do clima, criando conflitos por uso da água”, afirma. Para Mauricio Guetta, do ISA, o projeto representa um grave retrocesso em relação ao Código Florestal para atender a interesses imediatos de apenas um setor econômico. “O mais irônico é que, de um lado, a justificativa para permitir esses barramentos reside nas consequências negativas das mudanças climáticas sobre a irrigação e, de outro, a bancada ruralista segue o velho 'modus operandi' de destruir a legislação florestal, essencial para combater a emergência climática”, afirma. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA) Outro projeto que pode ser pautado na CCJ restringe a cobrança da TCFA às atividades submetidas à competência de licenciamento da União. O relator, deputado Covatti Filho (PP-RS), afirma que o objetivo é “calibrar” a cobrança da taxa. Já para Suely Araújo, coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima, a proposta enfraquece o Ibama e vai contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela explica ainda que a taxa é uma fonte de recursos importante para a autarquia há mais de duas décadas. “Cabe dizer que é relevante também para os governos estaduais, uma vez que o Ibama tem acordos de cooperação para repasse para vários entes federados de até 60% dos recursos arrecadados com essa taxa”, afirmou. Silvicultura como 'atividade sem impacto' Texto já aprovado no Senado e pronto para a pauta da Comissão de Constituição e Justiça deixa de considerar a silvicultura (monocultura de árvores uma atividade com impacto ambiental. Se excluída deste rol, não haveria necessidade de licenciamento ambiental para a prática, que ainda ficaria isenta da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA). Suely Araújo explica que o setor precisa de controle e que o projeto soa como um ataque ao Ibama, que tem na TCFA uma importante fonte de recursos. “A silvicultura gera sim impactos ambientais significativos se não for conduzida com cuidados técnicos, como perda de biodiversidade, rebaixamento do lençol freático e outros problemas", diz a especialista. Autor da proposta, o então senador Álvaro Dias disse que o projeto busca retirar o rótulo “equivocado” de atividade poluidora da silvicultura, além de desburocratizar a atividade. “Trata-se, portanto, de um setor pujante da agricultura brasileira, que contribui com geração de emprego e renda, produção de diversos benefícios ambientais, que não deveria ser mantida como com o rótulo de atividade poluidora e submetida a licenciamento ambiental burocrático e dispendioso”, afirmou.

 

Micro-ônibus atropela participantes de procissão no Grande Recife; acidente deixou 4 mortos e mais de 20 feridos

 

Um micro-ônibus atropelou participantes de uma procissão no bairro de Marcos Freire, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, na tarde deste domingo de Páscoa (31). O acidente deixou, ao menos, 4 mortos e mais de 20 feridos, segundo o Corpo de Bombeiros, que informou que todas as vítimas estavam no evento religioso e nenhuma dentro do veículo

Sem divulgar nomes das vítimas, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) informou que as pessoas que morreram no acidente foram:

  • Um idoso de 75 anos, que não resistiu aos ferimentos durante o atendimento;
  • Um homem de 51 anos, que faleceu também durante o atendimento dos socorristas;
  • Duas pessoas de idade e sexo não informados, que morreram antes de receber atendimento.
  • O motorista fugiu após o atropelamento, mas foi identificado pela prefeitura (veja vídeo acima). O micro-ônibus fazia a linha 118 - Marcos Freire/Barra de Jangada, tem autorização do município para circular como transporte complementar e levava passageiros no momento do acidente. O veículo saiu da praça do terminal de ônibus de Marcos Freire e seguia para a Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

    O atropelamento aconteceu na Avenida Barreto de Menezes, em um trecho conhecido como "ladeira da Adelaide", pois fica perto da Escola de Referência em Ensino Médio Adelaide Pessoa Câmara (veja vídeo acima). Imagens enviadas à TV Globo mostram o micro-ônibus parado após o acidente, além de corpos na calçada e na rua. Também é possível ver feridos recebendo os primeiros socorros de bombeiros civis.

  • Ao g1, por telefone, a secretária de Serviço Social de Jaboatão dos Guararapes, Maria Jacinta da Silva, confirmou que faltou freio ao micro-ônibus durante o percurso.

    O Corpo de Bombeiros Militares foi acionado às 17h09. O Samu Metropolitano do Recife foi chamado minutos antes, às 16h57, e enviou 10 ambulâncias das cidades do Recife, de Jaboatão dos Guararapes, do Recife, do Cabo de Santo Agostinho e de Moreno.

    Policiais militares isolaram a área do atropelamento. Equipes do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto de Medicina Legal (IML) foram ao local do acidente para fazer perícias e recolher os corpos, respectivamente.

    Feridos

  • O Samu informou que atendeu três feridos e levou todos eles para o Hospital da Restauração, no bairro do Derby, na área central do Recife. As vítimas não tiveram os nomes divulgados, mas foram socorridos com vida:

    • Um idoso de 67 anos;
    • Uma mulher de 53 anos;
    • Uma mulher de 50 anos.

    Os outros feridos foram levados para três Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs): de Engenho Velho, Imbiribeira e Barra de Jangada. Informações sobre o estado de saúde dos pacientes não foram divulgadas até a última atualização desta reportagem.

domingo, 31 de março de 2024

Casa de homem assassinado em shopping em JP é alvo de busca e apreensão

Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/PB) cumpriu, na tarde deste domingo (31), um mandado de busca e apreensão na residência utilizada por um homem que foi assassinado na última quinta-feira (28) dentro do estacionamento de um shopping de João Pessoa.

No dia do homicídio a Polícia Militar e Polícia Civil passaram a adotar as medidas inerentes ao homicídio, tal qual isolamento da área e perícia em local de crime.

Após isto, a PM, através do Comando de Policiamento Metropolitano, passou a fornecer dados de inteligência à Delegacia de Homicídios, dando conta de que a vítima era detentora de extensa ficha criminal em outros estados e com suspeita de pertencer a organização criminosa interestadual.

Para a colheita de mais elementos, foi reapresentada pela medida cautelar, que deferida pela justiça estadual, foi cumprida hoje.

A ação integrada entre as forças continua para se identificar que eventuais crimes podem estar ligados ao homicídio. A apuração do caso ficará a cargo da Polícia Civil.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Paraíba –  FICCO/PB –  é composta por policiais federais, policiais rodoviários federais, agentes do SENAPPEN, policiais civis, policiais militares e policiais penais do estado da Paraíba.

A homem sofreu vários tiros quando saiu de um carro brindado que dirigia. Como não houve roubo de nenhum pertence e pelas características do crie a  Polícia trabalhar com a hipótese de execução.

MaisPB

 

Suspeito de mandar matar Marielle, Chiquinho Brazão perdeu votos em reduto eleitoral antes do crime

Apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos mandantes do assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido) viu seu capital político diminuir na eleição anterior ao crime contra a candidata do Psol.

Até mesmo dentro de seu "curral eleitoral", na Zona Oeste do Rio, território de grande influência da família Brazão, segundo a Polícia Federal, o político observou a queda de eleitores em todas as zonas eleitorais da região, na comparação entre os pleitos de 2012 e 2016.

Sexto vereador mais votado em 2012, com mais de 35 mil votos, Chiquinho terminou as eleições de 2016 com 23.923 votos no total. Nesse pleito, Marielle terminou como a 5ª vereadora mais votada do Rio, com 46.502 votos.

Chiquinho Brazão perdeu votos em reduto eleitoral

O político teve queda de eleitores em todas as zonas eleitorais de Jacarepaguá, na comparação entre 2012 e 2016

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que na Zona Eleitoral 9, que pega a região das Vargens, por exemplo, Chiquinho Brazão passou de 1.796 votos, em 2012, para 977 votos na eleição seguinte.

Nas urnas que atendem os moradores da Freguesia (Zona Eleitoral 13), a queda foi de quase metade dos votos, saindo de 2.627 para 1.351 eleitores.

A maior queda no número absoluto de eleitores de Chiquinho Brazão aconteceu na Zona Eleitoral 180, que atende os moradores da Taquara e do Tanque, por exemplo. Na região, Brazão saiu de 8.188 votos para 4.696.

Nos sub-bairros Vila Valqueire e Praça Seca, onde os moradores votam na Zona Eleitoral 185, a queda também assustou o político. Chiquinho saiu de 2.168 eleitores para 863.


 Na eleição de 2016, quando os dois disputaram o cargo de vereador, Marielle venceu Chiquinho em parte de seu reduto eleitoral, quando teve maior votação nos bairros Vargem Grande, Vargem Pequena, Curicica, Freguesia e Vila Valqueire.

Na Zona Eleitoral 9, que pega a região das Vargens, por exemplo, Marielle teve 1.333 votos, contra 977 de Brazão. A vitória da candidata na Zona Eleitoral 119, que abrange os bairros Curicica e Freguesia, também chamou atenção. No local, Marielle somou 949 votos, 501 votos a mais que o adversário.

Reduto do Clã Brazão

Até 2021, grande parte dessa região analisada era dominada por grupos de milicianos e, segundo a PF, a área é reduto político da família Brazão.

"A interação da família Brazão com grupos paramilitares é intensa e se destaca na Zona Oeste do Rio de Janeiro, notadamente nos bairros de Jacarepaguá, Tanque, Gardênia Azul, Rio das Pedras, Osvaldo Cruz e arredores", dizia um trecho do relatório final da PF sobre a morte de Marielle Franco.

Ainda de acordo com o relatório, apenas os políticos autorizados pelos milicianos podem fazer campanha nas comunidades dominadas.

"A entrada de políticos em localidades comandadas pelos grupos paramilitares é controlada pelos seus líderes, uma vez que somente aqueles que promovem uma interação espúria com os milicianos podem auferir os louros eleitorais advindos daquele local", avaliou a PF.


Fonte: G1