A formalização entre empregadores e trabalhadores por conta própria atingiu recorde em 2025: 35% tinham empreendimento registrado no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), ante 24% em 2012, primeiro ano da série histórica.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23).
O avanço foi puxado principalmente pelos trabalhadores por conta própria. Nesse grupo, a cobertura de CNPJ passou de 15% em 2012 para 27,1% em 2025, o maior percentual da série histórica.
- Brasil: de 24,0% para 35,0% (+11,0 p.p.)
- ➡️Centro-Oeste: de 27,3% para 41,6% (+14,3 p.p.), maior crescimento do período
- ➡️Sul: de 35,5% para 46,7% (+11,2 p.p.), maior proporção do país em 2025
- ➡️Sudeste: de 30,4% para 41,6% (+11,2 p.p.)
- ➡️Nordeste: de 11,8% para 20,1% (+8,3 p.p.)
- ➡️Norte: de 12,0% para 15,6% (+3,6 p.p.)
O levantamento mostra ainda que, pela primeira vez, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com ensino superior completo possuía CNPJ.
Entre os empregadores, a taxa de formalização também cresceu, passando de 75,6% para 81,1% no mesmo período. Os dados revelam diferenças importantes por sexo, região, atividade econômica e nível de instrução. (veja os comparativos abaixo)
Mulheres têm maior cobertura de CNPJ que homens
Em 2025, 36,7% das mulheres ocupadas como empregadoras ou trabalhadoras por conta própria tinham CNPJ, contra 34,2% dos homens.
A diferença de 2,5 pontos percentuais aumentou em relação ao início da série. Em 2012, 24,4% das mulheres e 23,8% dos homens tinham empreendimento registrado, diferença de 0,6 ponto percentual.
A maior distância entre os sexos foi registrada em 2022, quando a cobertura chegou a 36,1% entre as mulheres e 33,1% entre os homens, diferença de 3 pontos percentuais.
Sul tem maior proporção de trabalhadores com CNPJ
A cobertura de CNPJ também varia entre as regiões do país. Em 2025, o Sul apresentou a maior taxa, de 46,7%, seguido por Sudeste e Centro-Oeste, ambos com 41,6%. No Brasil, o percentual foi de 35%. As menores taxas foram registradas no Nordeste (20,1%) e no Norte (15,6%).
O Centro-Oeste teve o maior crescimento desde 2012: a proporção passou de 27,3% para 41,6%, alta de 14,3 pontos percentuais. No Sudeste e no Sul, o avanço foi de 11,2 pontos; no Nordeste, de 8,3 pontos; e no Norte, de 3,6 pontos.
Comércio e serviços têm maiores taxas
Entre os trabalhadores por conta própria, a maior cobertura de CNPJ em 2025 foi registrada no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, com 36,7%.
Na sequência aparecem os serviços (33,5%), a indústria geral (22,8%) e a construção (14,8%). A menor taxa foi registrada na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 6,5%.
A construção apresentou um dos maiores avanços no período. A proporção de trabalhadores por conta própria com CNPJ passou de 3,9% em 2012 para 14,8% em 2025, alta de 10,9 pontos percentuais.


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