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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Com voto do Deputado paraibano Cabo Gilberto, Centrão e direita apresentam proposta que amplia jornada para 52 horas e adia fim da 6×1

 


Uma emenda apresentada por parlamentares do Centrão e da direita à PEC do fim da escala 6×1 alterou significativamente o texto original da proposta que trata da redução da jornada de trabalho no Brasil. Protocolada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS), a emenda recebeu 176 assinaturas válidas na Câmara dos Deputados, cinco acima do mínimo necessário para tramitação.

O texto conta com apoio de parlamentares ligados à oposição e à direita no Congresso Nacional, entre eles Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Marcel van Hattem, Caroline de Toni, Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Gustavo Gayer e o paraibano Cabo Gilberto.

A proposta modifica o conteúdo original da PEC 221/2019, que previa redução gradual da jornada semanal para 36 horas. Com a nova emenda, a meta passa a ser de 40 horas semanais, além da criação de mecanismos que ampliam possibilidades de flexibilização trabalhista.

Brecha para jornadas de até 52 horas

Um dos pontos mais discutidos da proposta é a autorização para que acordos individuais ou coletivos permitam ampliação da jornada em até 30% acima do limite constitucional

Como a emenda estabelece teto geral de 40 horas semanais, o mecanismo abre espaço para jornadas de até 52 horas por semana mediante negociação.

Na prática, especialistas apontam que a proposta cria uma flexibilização permanente da jornada de trabalho, mesmo dentro de uma PEC apresentada publicamente como alternativa para redução da carga horária.

Setores essenciais poderão manter jornadas maiores

O texto também cria exceções para setores classificados como essenciais, permitindo manutenção de jornadas de até 44 horas semanais em áreas como:

  • saúde;
  • segurança;
  • mobilidade;
  • abastecimento;
  • infraestrutura crítica;
  • continuidade de serviços.

A definição detalhada dessas atividades dependerá de regulamentação futura por lei complementar.

Implementação poderá demorar mais de 10 anos

Outro ponto que chamou atenção é o prazo previsto para entrada em vigor das mudanças.

A emenda estabelece que a alteração constitucional só produzirá efeitos dez anos após sua publicação. Além disso, a aplicação prática ainda dependerá da aprovação de uma lei complementar para regulamentar regras de transição, produtividade, fiscalização e impactos econômicos.

Na prática, o fim da escala 6×1 ficaria condicionado a duas etapas futuras: o prazo de dez anos e uma nova votação no Congresso Nacional.

Negociado sobre legislado ganha força

A proposta amplia o alcance de acordos individuais e coletivos sobre normas trabalhistas.

Segundo o texto, esses acordos poderão prevalecer sobre normas legais em temas como:

  • jornada de trabalho;
  • banco de horas;
  • intervalos;
  • escalas;
  • troca de feriados;
  • teletrabalho;
  • prontidão;
  • trabalho intermitente;
  • remuneração por produtividade.

Outro trecho polêmico prevê que essas flexibilizações poderão ocorrer sem necessidade obrigatória de compensações adicionais ao trabalhador.

Mudança altera contagem da jornada

A emenda também modifica a forma de contabilização do tempo de trabalho.

Pausas, intervalos e períodos previstos em normas regulamentadoras deixarão de ser computados como jornada efetiva.

Na prática, trabalhadores poderão permanecer mais tempo à disposição da empresa sem que esse período seja integralmente contabilizado na carga horária semanal.

Empresas terão incentivos fiscais

Além das mudanças trabalhistas, o texto cria benefícios tributários e redução de encargos para empresas que aderirem ao novo modelo.

Entre os incentivos previstos estão:

  • redução de 50% da contribuição ao FGTS;
  • imunidade temporária de contribuições previdenciárias sobre novos vínculos;
  • redução de encargos ligados a riscos ambientais do trabalho;
  • deduções tributárias para criação de empregos.

Parlamentares favoráveis à proposta argumentam que as medidas evitariam impactos econômicos negativos, aumentos de custos e insegurança jurídica para empresas.

Já críticos da proposta avaliam que o texto amplia a flexibilização trabalhista, fortalece o poder patronal nas negociações e reduz garantias trabalhistas originalmente previstas na PEC do fim da escala 6×1.

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