Três décadas depois do acidente aéreo que encerrou de forma trágica a trajetória dos Mamonas Assassinas, os familiares dos músicos decidiram dar um novo significado à despedida.
Em comum acordo, foi autorizada a exumação dos corpos para que parte das cinzas seja utilizada no plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério, em Guarulhos, cidade onde o grupo foi formado, na Grande São Paulo.
A novidade foi divulgada nesse sábado (21/2) por meio das redes sociais oficiais da banda e também do cemitério. A proposta integra um projeto que busca transformar a memória dos artistas em um gesto simbólico de continuidade e preservação ambiental.
O espaço receberá o nome de Jardim BioParque Memorial Mamonas e seguirá o conceito adotado pelo empreendimento, que associa homenagem póstuma, vínculo afetivo, sustentabilidade e cuidado com a natureza.
A iniciativa prevê que as cinzas sejam incorporadas às sementes de espécies nativas, acompanhadas por especialistas responsáveis pelo desenvolvimento das mudas, criando uma representação de renovação a partir da lembrança.
Em nota, o cemitério destacou o significado do projeto. “Mais do que um memorial, o espaço se propõe a ser um patrimônio afetivo, onde o tempo não apaga as lembranças, apenas as transforma”.
A história da banda foi interrompida em março de 1996, após um show realizado em Brasília. Na volta para casa, o jatinho que transportava os integrantes colidiu com a Serra da Cantareira, causando a morte de todos os ocupantes. A tragédia marcou o país e consolidou o grupo como um dos fenômenos mais lembrados da música brasileira.
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