Um paciente internado em Juiz de Fora (MG) precisava de um tipo de sangue que, no cadastro nacional, somente seis pessoas no Brasil podem oferecer. Uma delas mora no Ceará. Na quinta-feira (8), ela chegou cedo ao hemocentro do estado para doar, e a bolsa de sangue deixou o aeroporto às 18h dentro da cabine de um avião comercial, aos cuidados do piloto.
É um tipo de transporte que o Ministério da Saúde está formalizando com as companhias aéreas e que, até agora, só valia para órgãos. A chegada a Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, está prevista para as 5h desta sexta-feira (9). De lá, o sangue segue de carro até o hospital, onde será transfundido ainda pela manhã.
Quem espera a bolsa é um paciente que passou por transplante de rim, está estável e precisa de sangue porque a hemoglobina está baixa. O problema apareceu quando a equipe médica testou o sangue dele para a transfusão e encontrou um anticorpo que reagia contra as células vermelhas, as hemácias, usadas nos exames.
Novos testes mostraram a causa: o organismo do paciente produz anticorpos contra o Jsb, um marcador presente na superfície dessas células. Quase todo mundo tem o Jsb, e quem não tem não pode receber sangue que o carregue.
Um tipo sanguíneo que vai além de A, B, AB e O

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