quinta-feira, 24 de setembro de 2026

G1 https://g1.globo.com Greve da Caixa continua após mediação no TST terminar sem acordo



A mediação entre a Caixa Econômica Federal e as entidades que representam os trabalhadores terminou sem acordo nessa quarta-feira (23), durante sessão realizada pela Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST).


O encontro contou com a participação da Caixa Econômica Federal (CEF), da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec).


A audiência foi realizada a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), que busca uma solução para o impasse entre as partes envolvendo a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).


Apesar dos esforços durante a reunião, não foi possível chegar a um acordo. A Justiça do Trabalho reafirmou o compromisso com o diálogo e com métodos consensuais para a solução de conflitos.


As partes ainda podem buscar um acordo a qualquer momento.


Greve chega ao 14º dia

A greve dos empregados da Caixa chegou ao 14º dia nesta quarta-feira (23). A paralisação continua após os trabalhadores rejeitarem a terceira proposta apresentada pelo banco para a renovação do ACT.


A paralisação começou em 10 de setembro.


A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) explicou que, neste momento, não se trata de dissídio coletivo, mas de uma audiência de mediação pré-processual.


Esse procedimento é uma forma voluntária de tentar resolver o conflito antes do ajuizamento de uma ação trabalhista formal.


Saúde Caixa é principal ponto de divergência

O principal ponto de divergência nas negociações é o Saúde Caixa.


A proposta apresentada pelo banco retirou a cobrança por faixa etária e previa que a Caixa assumisse o déficit do plano em 2026.


A partir de 2027, a contribuição do titular seria de 3,7% da remuneração-base, além de cobranças para dependentes e limite de 9% para o grupo familiar.


Segundo o sindicato, outros pontos também permanecem pendentes, como questões relacionadas ao trabalho remoto, carreira, empregados contratados após 2018 e modelo de atendimento.



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