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segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Pressionada, Enel defende fim de incentivo que hoje é dado à energia solar

 


Pressionada pelo apagão que afetou mais de 3 milhões de clientes na Grande São Paulo, a Enel defende que parte dos subsídios recebidos pelas geradoras de energia solar seja reavaliado e transformado em um incentivo para a chamada resiliência das redes e para uma eventual redução das tarifas. A declaração é rechaçada pelo mercado de energia solar, que vê a fala como uma tentativa de desviar o foco do apagão e atacar a concorrência aberta com o surgimento das fontes renováveis.

O que aconteceu

Presidente da Enel criticou o subsídio dado para a geração de energia renovável. “A gente tem incentivos hoje que estão sendo dados e que não precisam mais”, disse Guilherme Lencastre em entrevista coletiva na última quinta-feira (17).

Lencastre citou subsídio à geração distribuída como vilã das contas de luz. Para o presidente da Enel, os incentivos dados para a geração renovável impactam no bolso das famílias, “Os clientes que não têm condição de colocar o painel solar estão pagando a conta daqueles que têm. Esse gerador não precisa mais desse incentivo”, avaliou.

Ele manifestou interesse pela realocação dos incentivos em prol das distribuidoras. “Que tal se a gente reduzisse esse subsídio e colocasse um incentivo para a resiliência de rede?”, questionou Lencastre. Segundo ele, a redistribuição auxiliaria a distribuidora a ampliar investimentos para evitar falhas futuras.

Posição de Lencastre é a mesma partilhada por associação das distribuidoras. O presidente da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), Marcos Madureira, avalia que os subsídios “criam um custo menor para outro pagar a conta”. Ele diz que os setores beneficiados usam o sistema elétrico gratuitamente. “O incentivo tem que ser dado no momento em que ele é necessário, mas precisa haver o pagamento pelo uso do sistema elétrico”, observa.


Segmento da energia solar vê tentativa de desviar o foco do apagão com a declaração. O presidente da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), Rodrigo Sauaia, classifica as manifestações como “infundadas”. Segundo ele, a aprovação dos subsídios foi aprovada a partir de um consenso entre os segmentos e o Ministério das Minas e Energia. “As distribuidoras concordaram com a lei”, recorda.



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