sábado, 23 de agosto de 2025

Tragédia da Lagoa em João Pessoa completa 50 anos

. Tragédia da Lagoa de João Pessoa completa meio século quase esquecida. 50 anos atrás, no dia 24 de agosto de 1975, a cidade de João Pessoa viveu o pior drama da sua história — e num dia que deveria ter sido de festa.


Naquele dia, um domingo, estava sendo festejado o Dia do Soldado, e para comemorar a data o Exército havia programado uma série de atividades para a população no então principal ponto de entretenimento da cidade, o parque que rodeava a lagoa Solon de Lucena, bem no centro da capital paraibana.


Haveria exposição de armas, de carros de combates e uma atração extra: um passeio de barco em volta da lagoa, a bordo de uma espécie de balsa usada pelo Exército para transportar mercadorias, mas que naquele dia levaria pessoas.


Seria um passeio diferente, que, por isso mesmo, empolgava os visitantes da festa, especialmente as crianças.


Desde o começo do dia, uma longa fila se formou nas margens da lagoa, com os interessados em navegar naquela balsa. E ficou assim o dia inteiro.


Até que, no final da tarde, quando já estava quase anoitecendo e a festa terminando, os soldados encarregados de organizar a fila avisaram que aquela seria a última viagem.


E foi mesmo - da pior forma possível.

Alguns minutos depois, aquele alegre passeio de barco em volta da lagoa - que não durava mais que dez minutos, já que a lagoa tinha o tamanho de dois quarteirões da cidade - se transformou em uma tragédia, que custou a vida de muitas pessoas, sobretudo crianças - um dos piores desastres da história da Paraíba, embora tenha ocorrido dentro de uma pacata lagoa, a míseros metros da margem, bem no centro da capital do estado.


200 em vez de 50

Tudo começou com aquele aviso de que aquela seria a última saída da balsa. Quando quem estava no fim da fila percebeu que não embarcaria, todos correram, a fim de garantir um lugar.


E a consequência disso foi que embarcou muito mais gente do que devia. Cerca de 200 pessoas, quando a capacidade da balsa era para pouco mais de 50.


Os soldados até tentaram conter a multidão, mas logo desistiram.


E a balsa partiu, superlotada.

Mas, poucos metros depois, começou a afundar, pelo excesso de peso.


Assustadas, as pessoas passaram para a parte da balsa que ainda estava seca. Mas o acúmulo de gente no mesmo lado fez o barco virar de vez.


Todos foram parar dentro d'água, em um ponto onde a lagoa passava dos cinco metros profundidade.


Não havia boias, ninguém vestia colete salva-vidas e poucos sabiam nadar, até porque a maioria dos passageiros da balsa eram crianças - o cenário perfeito para uma improvável tragédia aquática, a míseros metros das ruas da cidade.


Um afogava o outro

Com exceção das crianças, o que matou as pessoas foi também o pânico.


Ao caírem na água, elas se agarravam umas às outras, e com isso afogavam até quem sabia nadar.


Foi o que aconteceu com o maior herói daquele dia, o sargento Reginaldo Calixto, que estava de folga e apenas passeava pela lagoa aquele domingo.


Quando ele ouviu as pessoas gritando, se atirou na água da lagoa e tratou de puxar para a margem quem ele encontrava pela frente. Especialmente as crianças.


Fez isso duas ou três vezes, até que virou vítima das próprias pessoas que tentava salvar: foi agarrado por náufragos desesperados e morreu afogado.


Pescando cadáveres

Fora ele, praticamente ninguém entrou na água da lagoa para ajudar os náufragos - todos ficaram nas margens, acompanhando aquele tétrico espetáculo.


Só quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local, alertado por um radialista que testemunhou o desastre e correu para a rádio na qual trabalhava a fim de convocar a população da cidade a ajudar, é que começaram os resgastes - já então de corpos, e não mais de sobreviventes.


O recolhimento dos corpos foi feito com redes de pesca, que traziam cadáveres em vez de peixes, porque a água escura da lagoa não permitia enxergá-los da superfície - e não houve tempo para chamar mergulhadores.


O resgate dos corpos durou mais de 24 horas, até porque, como não se sabia quantas pessoas havia na balsa, era impossível saber quantos haviam morrido no desastre.


No final, a macabra contabilidade somou 35 vítimas fatais, sendo 29 delas crianças.


Brasil nunca tinha visto nada igual.

Muito menos em uma lagoa urbana, no centro de uma capital.


Mas, como na época o Brasil vivia o regime militar - e aquela festa fora organizada pelo próprio Exército -, a tragédia foi abafada e pouco repercutiu fora da cidade.


Tempos depois, o inquérito que investigou o caso apontou o Exército como responsável pelo acidente, por ter permitido o excesso de pessoas na balsa e sem nenhum tipo de proteção.


Mas ninguém foi punido. Até hoje.



Frei Gilson é confirmado em evento na cidade de João Pessoa veja a data


 A Arquidiocese da Paraíba anunciou, nesta quarta-feira (20), com firmou evento com o Frei Gilson em João Pessoa. O show acontecerá no dia 27 de dezembro, durante o evento “Celebrar João Pessoa”, na orla da capital paraibana. A informação foi confirmada pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Manoel Delson, em um vídeo divulgado nas redes sociais oficiais da instituição.

Segundo Dom Delson, Frei Gilson aceitou o convite com alegria e entusiasmo. “Agradecemos muito a Frei Gilson pela disponibilidade que se colocou, de modo alegre, feliz, para vir aqui evangelizar, e nós estamos muito contentes”, declarou o Arcebispo.

O evento será gratuito e aberto ao público, reunindo fiéis e admiradores da música católica em uma noite de oração, louvor e evangelização. A expectativa é que milhares de pessoas participem desse grande momento de fé às vésperas do fim de ano.

A confirmação da presença de Frei Gilson em João Pessoa gerou grande entusiasmo entre os fiéis. Para a Arquidiocese da Paraíba, o “Celebrar João Pessoa” será uma oportunidade singular de evangelização em um período especial do calendário litúrgico, logo após o Natal e às portas do novo ano.

Dom Delson reforçou o convite para que todos participem: “Será um momento de alegria e de fé para toda a nossa Arquidiocese e para a cidade de João Pessoa. Queremos acolher a todos para celebrar juntos este tempo de graça.”

Mais informações sobre a programação do evento serão divulgadas nos próximos dias nos canais oficiais da Arquidiocese da Paraíba.

Precariedade e falsa autonomia: o que pesquisas da UFPB dizem sobre o trabalho de entregadores por aplicativo


 O trabalho mediado por aplicativos digitais tem mudado a dinâmica das relações de trabalho na América Latina e no mundo. Só no Brasil, conforme estudo do Cebrap, entre 2023 e 2024, estima-se que o número de entregadores tenha crescido em 18%, chegando a 455 mil. Muitos deles são seduzidos pela promessa de ter uma ocupação que garanta mais renda, flexibilidade e liberdade. Entretanto, as condições de trabalho que encontram são bem diferentes: longas jornadas, riscos de assalto, de acidentes e formas diversas de preconceito e humilhação. 

As relações com as  plataformas digitais também se mostram como uma adversidade. Submetidos a pressões, imposições e punições das plataformas, os entregadores, com muita frequência, se veem sem recursos para gerir os inevitáveis conflitos surgidos nas relações com clientes, restaurantes e, sobretudo, com os próprios aplicativos. Além disso, a renda por vezes é incerta e o rendimento líquido situa-se no nível do salário mínimo ou abaixo dele.

Essas foram algumas conclusões de um grupo de pesquisadores coordenados pelo sociólogo Roberto Veras, professor titular do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Em estudos sobre os entregadores na América Latina, dentre outras técnicas de investigação, os pesquisadores aplicaram entrevistas semiestruturadas com entregadores em 11 cidades brasileiras, quatro argentinas, três colombianas e duas mexicanas, e com lideranças de entregadores e atores empresariais e governamentais envolvidos na área. 

Tendo atuado por cerca de duas décadas junto à Central Única dos Trabalhadores (CUT), assessorando nos processos de organização e formação sindical, nos níveis regional e nacional, a temática do trabalho sempre interessou a Veras. Se em um primeiro momento seus estudos giravam em torno do sindicalismo, à medida que a conjuntura nacional foi mudando, também o foi sua produção acadêmica. Depois de se voltar para o estudo da informalidade no trabalho, agora seu foco é entender como isso se relaciona à emergência do trabalho digital – o que o levou à pesquisa que coordena atualmente sobre trabalhadores de entrega por aplicativos em quatro países (Brasil, Argentina, Colômbia e México). 

“O projeto surgiu de uma inquietação, referida ao seguinte paradoxo: vivemos um contexto histórico, no país e no mundo, no qual o trabalho se mantém com cada vez maior centralidade na vida das pessoas, particularmente das classes trabalhadoras; entretanto, perde visibilidade do ponto de vista da agenda pública”, explica o sociólogo. “Ou seja, a crise do emprego e a precarização do trabalho faz com que a busca por uma inserção ocupacional minimamente digna se converta em uma luta permanente pela sobrevivência individual e pelo reconhecimento social; ao mesmo tempo, uma correlação de forças desfavorável ao trabalho, diante do capital, esvazia o debate público sobre o direito ao trabalho e à proteção social”, complementa. 

Em sua análise, Veras destaca a vulnerabilidade a que os entregadores estão sujeitos. Segundo os estudos que coordenou, os entrevistados provêm de uma trajetória laboral marcada pela precariedade estrutural – envoltos em situações como inatividade, desemprego, trabalho assalariado informal e trabalho por conta própria. 

Essa vulnerabilidade se mantém quando os entregadores ingressam no trabalho via aplicativo, considerando o grande desequilíbrio de poder entre eles e as plataformas. Afinal, as plataformas definem de forma unilateral os termos de adesão – que, além disso, mudam constantemente, sem que o entregador possa fazer muito a respeito. Isso, de certo modo, quebra a narrativa de autonomia tantas vezes propagandeada pelos aplicativos e alguns entregadores.  

Também contribui para a diminuição de possibilidades de autonomia a gestão algorítmica do trabalho, a qual permite que as plataformas estabeleçam as condições em que os entregadores realizam seu trabalho, além de exercer um controle rigoroso sobre ele, de natureza opaca, isto é, muito pouco transparente. 

Outro problema, conforme Veras, é o próprio modelo de negócios adotado pelas plataformas: “A imposição do trabalho sob demanda pressupõe a existência de grandes contingentes de trabalhadores disponíveis para atuar nas plataformas, mas sem serem remunerados pelo tempo em que estão disponíveis e não executam uma tarefa para as plataformas”, pontua. 

Resistência

Embora a rotina intensa de trabalho, a urgência por renda e a falta de tempo frequentemente sejam apontadas como barreiras para o envolvimento dos entregadores em atividades coletivas, as entrevistas com eles indicam a participação de muitos em greves, protestos e manifestações organizadas por sindicatos ou coletivos recém-formados. Além disso, mesmo aqueles que não participam diretamente reconhecem a importância da organização para a conquista de direitos.

“A experiência de luta e organização dos trabalhadores de plataformas tem se mostrado mais ativa entre os entregadores. De um lado, surpreende o fato de, sob tantas adversidades, como a atomização do trabalho e as jornadas excessivas, os trabalhadores demonstrarem tanta capacidade de luta e organização”, comenta o sociólogo, ressaltando, inclusive, os movimentos nacionais de greve, como o ocorrido em abril deste ano. 

Por outro lado, Veras destaca que ainda falta maior apoio dos sindicatos tradicionais aos entregadores, cujas organizações próprias são ainda muito incipientes, não tendo ainda uma base de negociação nacional e internacional com as empresas.

Regulamentação

O especialista comenta que, na América Latina, há três tipos principais de regulamentação em discussão no momento. O primeiro é o do modelo laboral clássico, com reconhecimento do vínculo empregatício. “Esse modelo se sustenta no reconhecimento de que há uma relação de subordinação e dependência econômica entre o trabalhador e a plataforma, o que configura vínculo empregatício nos termos do direito do trabalho tradicional. Ele parte da compreensão de que as plataformas controlam algoritmicamente o trabalho (rotas, avaliações, punições, renda), o que caracteriza subordinação digital. Esse modelo garante acesso integral aos direitos trabalhistas e previdenciários”, explica. Esse reconhecimento tem ocorrido eventualmente por meio de decisões judiciais em países como Colômbia, Argentina e Brasil.

O segundo modelo é a criação de um regime jurídico intermediário ou sui generis. “Dessa forma se criaria uma nova categoria legal de trabalhador por plataforma, com acesso parcial a direitos trabalhistas e previdenciários, mas sem vínculo formal de emprego. Isso implicaria uma alternativa flexível, reconhecendo a especificidade do modelo digital sem desproteger os trabalhadores. Permitiria contribuições sociais, proteção contra acidentes, seguro-desemprego, direito à organização coletiva, entre outros”, descreve Veras. Foi aprovada legislação nesse sentido no México, Chile e Uruguai. 

Conforme o professor, é uma lógica assim que orienta a proposta do grupo de trabalho do governo federal brasileiro, a qual propõe proteção previdenciária e remuneração mínima por hora, mas sem criar vínculo CLT. “Porém, uma medida assim pode cristalizar a precariedade, criando uma categoria de segunda classe. Isso abre margem para desresponsabilização das empresas e enfraquecimento da proteção social”, analisa. 

Por fim, há o modelo em vigência hoje no Brasil e na maioria dos países da região, que consiste na regulação fraca ou inexistente. Nesse modelo, os trabalhadores são reconhecidos como autônomos e, quando muito, busca-se garantir algumas proteções mínimas via contratos, contribuições facultativas ou acordos setoriais. “Essa situação não garante direitos fundamentais nem segurança mínima, além de reforçar a desigualdade e a informalidade estrutural no mercado de trabalho”, avalia. 

Reconhecimento

As pesquisas sobre entregadores são fruto de várias redes de estudos do trabalho no Brasil, das quais o professor faz parte, em destaque a Rede de Estudos e Monitoramento das Reconfigurações do Trabalho – REMIR TRABALHO, criada em 2018. Neste ano, essa atuação, inclusive, valeu a um grupo de pesquisadores coordenado por Veras o reconhecimento junto a um prestigiado edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que contemplou com R$9.685.081 o projeto da criação do Instituto de Ciência e Tecnologia “Trabalho, inclusão e equidade”. O projeto terá como objetivo o diagnóstico da situação do trabalho no Brasil e a proposição de recomendações fundamentadas de políticas públicas.

Aqui você pode ler um dos estudos produzidos por Roberto Veras. 

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Texto: Hugo Bispo
Foto: Elidiane Poquiviqui e Freepik

Ascom/UFPB

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Policiais que atuavam como seguranças de Hytalo Santos são presos em operação do Gaeco


 Os policiais presos na manhã desta segunda-feira (18) em uma operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), suspeitos de envolvimento com uma chacina no Conde, teriam atuado em ‘bicos’ como seguranças do influencer Hytalo Santos, preso na última semana. 

a Operação Arcus Pontis, investiga uma suposta chacina que deixou cinco mortos em fevereiro deste ano, na Ponte do Arco, em Conde, Litoral Sul do estado. Segundo o Gaeco, foram cumpridos 12 mandados judiciais — seis de prisão temporária e seis de busca e apreensão — todos contra policiais militares suspeitos de participação no caso.

domingo, 17 de agosto de 2025

Vereador Guguinha relata ataque a tiros em João Pessoa: “Me abaixei no volante e acelerei”


 O vereador Guguinha (PSD) relatou os momentos de tensão vividos na noite deste domingo (17), quando teve seu carro metralhado em João pessoa. Ele saiu ileso.

Segundo o parlamentar, ele seguia em direção ao condomínio Greenville quando foi surpreendido pelos disparos. “Só escutei o primeiro tiro, me abaixei no volante, depois vieram outros. Acelerei, passei por cima da moto e segui em frente”, contou.

Durante a fuga, ele tentou ligar para o 190, mas o sinal estava fora de área. “Consegui falar com dois vereadores e fui para a Central. Cheguei muito nervoso, minha perna tremia. Um policial me ajudou a sair do carro”, relatou.

Guguinha disse não ter visto quem estava na moto, apenas notou o veículo ao lado do seu. “Foi tudo muito rápido. Não sei se era assalto ou tentativa de tirar minha vida. Nunca fiz mal a ninguém”, afirmou.

Questionado sobre possível motivação política, o vereador foi cauteloso: “Não sei se tem a ver com minha atuação”.

Guguinha é autor da proposta de CPI dos Postos de Combustíveis, que provocou embates recentes na Câmara de João Pessoa.

Ele confirmou que solicitou segurança e que o governador João Azevêdo (PSB) prometeu uma equipe especial para investigar o caso. “Foi Deus que salvou minha vida. Só tenho a agradecer por estar aqui”, finalizou.

DER-PB inicia nova etapa das obras no Viaduto Luciano Agra e anuncia interdição em Água Fria por 90 dias


 O Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB), com apoio da Polícia Rodoviária Federal, vai iniciar na próxima segunda-feira (18), às 10h, uma nova etapa das obras do Viaduto Prefeito Luciano Agra, em João Pessoa.


Para a execução dos serviços, será necessária a interdição temporária da Rua Diógenes Chianca, no bairro de Água Fria, no trecho que vai da Sucata do Edinho até a Prefeitura Municipal. A medida visa à construção de duas rotatórias que devem melhorar a fluidez e a segurança no trânsito da região. A previsão é que esta fase seja concluída em até 90 dias.


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Durante o bloqueio, será aberta uma alça provisória de acesso na BR-230 (sentido Cabedelo), por meio de uma abertura na defensa metálica, entre a descida do Viaduto Prefeito Luciano Agra e a subida do Viaduto do Cristo Redentor. O acesso alternativo permitirá ligação direta para os bairros José Américo, Mangabeira e regiões próximas.


O engenheiro e gestor da obra, Francisco Romário, explicou que a primeira rotatória será construída na Rua Diógenes Chianca (sentido Cabedelo) e facilitará o acesso de motoristas que saem dos bairros José Américo e Geisel para áreas como Cristo, Rangel e adjacências. A segunda rotatória fará o caminho inverso, garantindo mais opções de deslocamento e melhor distribuição do tráfego.


Em abril deste ano, o governador João Azevêdo liberou a parte superior do Viaduto Prefeito Luciano Agra para o tráfego de veículos. A estrutura, com 700 metros de extensão, possui três faixas de rolamento em cada sentido (Bayeux e Cabedelo) e passa sobre a BR-230, oferecendo mais segurança, conforto e fluidez para os motoristas.


A expectativa é que a obra beneficie diretamente mais de 825 mil habitantes da Capital e da região metropolitana.


 



Felca é ameaçado de morte, e Justiça manda Google quebrar sigilo de e-mail


 O plantão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou neste domingo (17) que o Google deve quebrar o sigilo de um usuário do serviço de e-mail da empresa que ameaçou de morte o youtuber Felipe Bressanim Pereira, mais conhecido como Felca. A liminar foi emitida após pedido dos advogados de Felca.


Os e-mails com ameaças foram enviados neste sábado (16) e fazem referência ao vídeo no qual Felca denunciou o influenciador Hytalo Santos por exploração de menores de idade nos conteúdos que divulga nas redes sociais.


Os documentos do processo, que detalham as ameaças sofridas por Felca. Em um dos e-mails, enviado às 5h30 da manhã, o remetente diz “você acha que vai ficar impune por denunciar o Hytalo Santos”. A mensagem prossegue com ameaças: “Você tá enganado você vai ferrar muito sua vida”, “prepara pra morrer” e “você vai pagar com a sua vida”. Um segundo e-mail, enviado às 8h05 pelo mesmo remetente, reitera as ameaças.


O influenciador paraibano Hytalo Santos e o marido Israel Nata Vicente foram presos na última sexta-feira (15) após emissão de mandado judicial contra os dois. A prisão aconteceu nove dias depois da publicação do vídeo no canal de Felca no YouTube.


Na decisão deste domingo, o juiz Pedro Henrique Valdevite Agostinho determinou em caráter emergencial que a empresa Google Brasil Internet LTDA forneça em até 24h os dados de identificação vinculados à conta de e-mail usada para enviar as ameaças, “contemplando os IPs de acesso dos últimos 6 (seis) meses, portas lógicas de origem, data, hora, minutos, segundos e milésimos de segundos, bem como quaisquer dados cadastrais aptos a identificar o usuário responsável.”


A decisão estabelece também uma multa diária no valor de R$ 2 mil, caso a determinação não seja cumprida pela empresa, podendo chegar até o valor de R$ 100 mil.



Enem 2026: inscrito automaticamente deve escolher idioma da prova

Os inscritos automaticamente no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 deverão, obrigatoriamente, selecionar até 18 de outubro o idioma ...