quarta-feira, 29 de outubro de 2025

MP pede condenação de Karla Pimentel por “emergência fabricada” na limpeza urbana


 A prefeita do Conde, Karla Pimentel (PP), é alvo de uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). A promotoria acusa a gestora de realizar três contratações emergenciais seguidas para coleta de lixo, sem respaldo legal e com indícios de dolo.

Segundo a ação, a prefeita teria ignorado a obrigatoriedade de licitação, mesmo com tempo hábil e alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), optando por dispensas sucessivas, o que configura, de acordo com o MP, “uma emergência fabricada”. O órgão afirma que a conduta revela intenção deliberada de burlar a lei para manter contratações diretas.

Ainda de acordo com a promotoria, as dispensas foram realizadas sem decreto de calamidade, sem justificativas técnicas adequadas e com ausência de critérios de escolha dos fornecedores. “A prefeita se tornou refém da própria situação que deu causa, agindo de forma consciente para frustrar a licitude do processo de contratação”, sustenta o promotor Demétrius Cruz.

A defesa da prefeita contesta a acusação e alega que as contratações devem ser vistas sob o ponto de vista da urgência administrativa. “A sucessão de contratações emergenciais deve ser analisada sob o prisma da contingência e da inevitabilidade gerencial para evitar um colapso, jamais como um plano orquestrado com dolo de frustrar a concorrência”, sustenta.

Segundo os advogados, “a atitude de anular a primeira concorrência (C. 001/2021) por inconsistências técnicas que poderiam gerar dano ao erário no futuro e a subsequente republicação do edital com um custo referencial menor são atos de diligência que, em vez de caracterizar o dolo de frustrar, atestam a boa-fé objetiva e a preocupação em corrigir falhas e preservar a economicidade na busca pela solução definitiva, atendendo ao espírito das regras da LINDB.”

O Ministério Público pede a condenação de Karla Pimentel ao pagamento de multa, proibição de contratar com o poder público e outras penalidades previstas na Lei de Improbidade Administrativa. A ação tramita na Comarca de Conde.

Flamengo precisa repetir feito contra o Racing na Argentina; entenda

 


Momento de decisão para Racing e Flamengo na Copa Libertadores. Nesta quarta-feira (28/10), os clubes se enfrentam pela partida de volta da semifinal da competição internacional. Para carimbar a classificação, o Rubro-Negro precisa repetir o placar conquistado no último compromisso que teve na Argentina contra La Academia.


A última vez em que Racing e Flamengo jogaram em Avellaneda, na Argentina, foi pela fase de grupos da Libertadores em 2023. Argentinos e brasileiros empataram em 1 x 1, gols marcados Nicólas Oroz, para o Racing, e Gabigol, para o Flamengo.

Caso o Flamengo repita esse resultado diante do Racing nesta quarta-feira (28/10), o time carioca garante a vaga na final da Copa Libertadores. Qualquer empate garante o Rubro-Negro na decisão. Caso perca por um gol, a vaga será definida nos pênaltis.


A partida de ida, no Maracanã, terminou 1 x 0 para o Flamengo. O gol foi marcado por Carrascal, nos minutos finais. O duelo foi disputado na última quarta-feira (22/10) e contou com um público de 71.378 pessoas.



AVC tira a vida de um brasileiro a cada seis minutos; 80% dos casos poderiam ser evitados



O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das maiores urgências médicas do país — e uma das principais causas de morte entre os brasileiros. Ao lado do infarto, integra o grupo das doenças cardiovasculares, que respondem por cerca de 30% dos óbitos anuais, segundo o Ministério da Saúde.

De janeiro a outubro deste ano, 64.471 pessoas morreram em decorrência do AVC, o equivalente a uma vida perdida a cada seis minutos. No ano passado, foram 85.457 mortes, segundo dados do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil, número que mantém o Brasil entre os países com maior carga da doença.

O custo da doença também é alto. Entre 2019 e setembro de 2024, o tratamento de pacientes com AVC consumiu R$ 910 milhões do sistema hospitalar, segundo a consultoria Planisa. Foram mais de 85 mil internações, e um em cada quatro pacientes precisou de leito de UTI.

Neste 29 de outubro, Dia Mundial do AVC, especialistas reforçam o alerta: oito em cada dez casos poderiam ser evitados com controle da pressão arterial, prática regular de exercícios e abandono do cigarro.

Segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de AVC (SBAVC), o segredo para evitar o problema está em controlar os principais fatores de risco, que são:

hipertensão;
diabetes;
obesidade;
tabagismo;
sedentarismo;
colesterol alto.
“O AVC é uma doença súbita e devastadora, mas a maioria dos casos é evitável. O problema é que os fatores de risco, como hipertensão e cigarro, ainda são mal controlados”, afirma o neurocirurgião Hugo Doria, do Hospital Santa Catarina.

“Controlar a pressão arterial é, sem dúvida, o fator mais importante — e o mais negligenciado. A hipertensão é silenciosa, mas responde muito bem ao tratamento quando há adesão e acompanhamento médico”, reforça Doria.
Tipos de AVC

Isquêmico (85% dos casos) – ocorre quando há entupimento de um vaso sanguíneo que leva sangue ao cérebro. Está ligado à pressão alta e a doenças cardíacas, como a fibrilação atrial, que pode formar coágulos e bloquear artérias cerebrais.


Justiça nega pedido de habeas corpus de Hytalo Santos e do companheiro

 


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou nesta terça-feira (28) o habeas corpus da defesa de Hytalo Santos e Israel Natã Vicente. Ambos estão presos desde 15 de agosto por decisão da 2ª Vara Mista de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa. O ministro Rogerio Schietti Cruz considerou o pedido prejudicado, porque o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) já havia realizado novo julgamento sobre o caso.


No TJPB, a desembargadora Lilian Correia Cananéa negou a liminar de soltura e manteve a prisão preventiva do casal. Além disso, outro pedido de habeas corpus também foi rejeitado. A defesa alegava coação ilegal e dia a revogação da prisão. Contudo, o ministro Schietti explicou que a decisão colegiada posterior exige outro tipo de recurso. Por isso, o pedido à Corte federal perdeu o objeto.


“A superveniência do julgamento do habeas corpus impetrado perante o Tribunal de origem prejudica o writ aqui manejado”, disse Schietti. Com isso, o pedido foi arquivado sem análise do mérito, e a decisão da Justiça da Paraíba continua em vigor. Inicialmente localizados em São Paulo, Hytalo Santos e Israel Natã foram transferidos para o presídio do Róger, em João Pessoa.



Polícia Federal abre inquérito para apurar ligação de Cícero Lucena com facções criminosas


 A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a possível ligação do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, com o crime organizado nas eleições de 2024. A informação foi dada com exclusividade pelo Portal MaisPB, nesta terça-feira (28).

De acordo com a reportagem do MaisPB, investigadores da PF estão analisando os fatos narrados e provas colhidas nas primeiras fases da Operação Território Livre, que chegou a prender a primeira-dama, Lauremília Lucena. O caso está em segredo de justiça.


Cruzeiro de luxo atraca no Porto de Cabedelo nesta quarta-feira (29)


 O Porto de Cabedelo recebe, nesta quarta-feira (29), às 7h, o navio SH Vega, da companhia Swan Hellenic, marcando mais um importante capítulo na consolidação da Paraíba como destino turístico internacional.

Com capacidade para até 150 passageiros, o SH Vega se destaca por proporcionar experiências premium, conectando turismo de alto padrão, integração cultural com destinos visitados e responsabilidade ambiental.

Executivos da Swan Hellenic estiveram na Paraíba no início do ano para conhecer as potencialidades locais, incluindo a infraestrutura do Porto de Cabedelo e o cenário turístico do estado.

De acordo com o diretor-presidente da Companhia Docas da Paraíba (Docas-PB), Ricardo Barbosa, o recebimento do cruzeiro simboliza um avanço estratégico para que Cabedelo seja, cada vez mais, uma rota regular de navios turísticos.

O Porto de Cabedelo vive o maior ciclo de investimentos dos seus 90 anos de história, promovido pelo Governo da Paraíba.

São mais de R$ 300 milhões aplicados em infraestrutura, sustentabilidade, ampliação operacional e modernização dos serviços portuários, entre eles novos armazéns, energia fotovoltaica, drenagem e aquisição de equipamentos. 

Ricardo Barbosa reforça que o trabalho para tornar Cabedelo um destino fixo de cruzeiros internacionais segue avançando.


terça-feira, 28 de outubro de 2025

João Campos confirma lei para "venda forçada" de imóveis sem uso no Centro do Recife


 

Em reunião-almoço realizada na sede do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE), em parceria com a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE),  nesta terça-feira (28), o prefeito do Recife, João Campos (PSB), voltou a prometer ações mais incisivas para viabilizar novos empreendimentos no Centro do Recife. De acordo com o gestor, promessas feitas ainda na sua campanha de reeleição, estão, agora, sendo enviadas à Câmara Municipal.

Dois instrumentos muito importantes, compromisso nosso ainda na campanha, e estamos prontos para fazer chegar à Câmara, que é a remissão das dívidas (dos imóveis) no Centro da cidade, vinculado ao termo de compra e venda, ou alvará de construção (dentro da área de Recentro) e o instrumento da desapropriação por hasta pública, para viabilizar grandes áreas na cidade”, adiantou João Campos.

“Se tem área abandonada, sem uso, com entrave burocrático que é ‘irresovível’, não serve a ninguém, há esse instrumento e a cidade deve tê-lo para ter uma desapropriação por hasta pública. Vai a leilão de mercado e passa para a mão de outro privado”, assegurou Campos.

Segundo ele, as novas medidas finalizam o pacote voltado ao Centro que já vinha sendo tocado pelo Recentro, com isenção de impostos como ITBI, ISS e IPTU, além de facilitar processos de licenciamento, alvarás e regularização de imóveis e o bônus construtivo previsto dentro da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS) para quem constrói no Centro da capital pernambucana.

“Não adianta ter instrumento que viabiliza empreendimentos sem ter a área para construir. Fechamos esse ciclo dos incentivos fiscais dados, até chegar na troca do adicional construtivo. Pode ter algum nível de polêmica, mas a gente não pode ter medo de fazer o que é certo e que é bom para a cidade”, disparou o prefeito.

A polêmica a qual o prefeito se refere diz respeito à desapropriação por hasta pública, quando o município, em síntese, força por lei a desapropriação de imóveis privados e estabelece quais seriam as condições para isso.

MEDIDAS ENVIADAS À CÂMARA

As iniciativas encontram amparo no art. 182 da Constituição Federal, no Estatuto da Cidade (Lei Federal nº10.257/2001) e na nova LPUOS, sancionada neste mês de outubro pelo prefeito João Campos. Em todos os dispositivos legais listados fica estabelecida a importância do cumprimento da função social da propriedade urbana e a atuação do Poder Público na promoção do pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da justa distribuição dos benefícios decorrentes da urbanização.

Segundo ele, as novas medidas finalizam o pacote voltado ao Centro que já vinha sendo tocado pelo Recentro, com isenção de impostos como ITBI, ISS e IPTU, além de facilitar processos de licenciamento, alvarás e regularização de imóveis e o bônus construtivo previsto dentro da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS) para quem constrói no Centro da capital pernambucana.

“Não adianta ter instrumento que viabiliza empreendimentos sem ter a área para construir. Fechamos esse ciclo dos incentivos fiscais dados, até chegar na troca do adicional construtivo. Pode ter algum nível de polêmica, mas a gente não pode ter medo de fazer o que é certo e que é bom para a cidade”, disparou o prefeito.

A polêmica a qual o prefeito se refere diz respeito à desapropriação por hasta pública, quando o município, em síntese, força por lei a desapropriação de imóveis privados e estabelece quais seriam as condições para isso.

MEDIDAS ENVIADAS À CÂMARA

As iniciativas encontram amparo no art. 182 da Constituição Federal, no Estatuto da Cidade (Lei Federal nº10.257/2001) e na nova LPUOS, sancionada neste mês de outubro pelo prefeito João Campos. Em todos os dispositivos legais listados fica estabelecida a importância do cumprimento da função social da propriedade urbana e a atuação do Poder Público na promoção do pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da justa distribuição dos benefícios decorrentes da urbanização.

As propostas apresentadas pela Prefeitura do Recife nascem da constatação da situação de abandono, subutilização e/ou deterioração de imóveis localizados na área central da cidade. A situação atual dessas edificações compromete a vitalidade urbana, a preservação do patrimônio cultural e a atividade econômica na região.

A primeira proposta é que a lei que instituiu o Programa Recentro (Lei Municipal nº 18.869/2021) passe a incluir no seu escopo a Política de Remissão de Débitos Tributários com o objetivo de ser um instrumento a mais para reabilitação urbana de imóveis localizados no perímetro do programa municipal de incentivos.

Com a Política de Remissão de Débitos Tributários, a prefeitura busca criar mecanismos de incentivo eficazes, estimulando os proprietários dessas unidades a promoverem a recuperação, renovação e manutenção dos seus imóveis, com foco na reocupação habitacional, na dinamização econômica da localidade e na preservação do patrimônio cultural. Para tanto, a medida prevê a remissão condicional de débitos de IPTU e da Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD), vinculada ao cumprimento de prazos e requisitos legais, como apresentação de análise de viabilidade, a obtenção de alvará e a conclusão das obras no prazo estabelecido.

Em outra frente, a Prefeitura do Recife apresenta o projeto de lei de regulamentação da Desapropriação por Hasta Pública (DHP). Com isso, a cidade passa a contar com um dispositivo legal específico conferindo segurança jurídica e efetividade na aplicação da DHP como instrumento indutor ou coercitivo da função social da propriedade urbana. Assim, o instrumento pode ser sucedâneo ou complementar aos instrumentos urbanísticos de Parcelamento, Edificação ou Utilização Compulsórios (PEUC) e ao IPTU Progressivo no Tempo, já utilizados no Recife, compondo a sequência de medidas previstas no Estatuto da Cidade para combater a ociosidade e o subaproveitamento de imóveis urbanos.

Com a DHP, o imóvel que esteja pagando o IPTU Progressivo pode ser levado a leilão para aquisição por terceiros. O adquirente permanece com a obrigação de dar uso ao imóvel em um prazo estipulado, o proprietário original recebe o valor de arrematação do imóvel descontadas eventuais dívidas tributárias acumuladas, o Município recebe os tributos devidos e a cidade ganha um imóvel recuperado de volta à dinâmica urbana.

A utilização da DHP após primeiro ano aplicação do IPTU Progressivo pretende conferir maior celeridade ao processo de indução da função social da propriedade, evitando a morosidade e os custos da desapropriação que demanda autorização legislativa para emissão de títulos da dívida pública e envolve prazos que frequentemente superam uma década.

IMÓVEIS OCIOSOS

De acordo com dados já apresentados pela própria Prefeitura do Recife, em toda a capital pernambucana, são 95,5 mil imóveis desocupados ou sem uso permanente. Somente na zona que compreende o Centro Expandido, onde estão bairros como Santo Antônio e São José, a cidade acumula 5,8 mil domicílios ociosos. Apenas nos dois bairros citados, são 265 imóveis desocupados, o que representa 104 mil metros quadrados disponíveis para retrofitagem ou novos empreendimentos habitacionais.

Com o poder de forçar a desapropriação, a Prefeitura coloca à disposição do mercado novos terrenos e que podem receber construções e projetos de retrofit.

O modelo de desapropriação por hasta pública tem como inspiração a liquidação forçada ou "venda forçada" existente em países como a Espanha e Portugal. No Brasil, municípios como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Mogi das Cruzes (SP) também adotaram legislações semelhantes.

MINHA CASA, MINHA VIDA E TERRENOS DE MARINHA

Durante o encontro, o prefeito também se comprometeu a pessoalmente buscar uma solução com o Governo Federal para o impasse em torno dos terrenos de Marinha na capital pernambucana, que inviabilizam financiamentos com recursos do FGTS para novas moradias que atendam empreendimentos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida.

“Quero ir ao Ministério da Gestão, conversar com a ministra Esther Dweck. É um tecnicismo incrível. Pode fazer um 

apartamento

 caríssimo, mas não pode financiar o MCMV… A gente precisa encontrar solução técnica para viabilizar isso. Contem comigo para a gente levar como pleito da cidade, para ter mais MCMV. Precisamos desarmar essas amarras burocráticas”, defendeu.

Atualmente, cerca de 40% dos terrenos no Recife estão sob regime de propriedade da Marinha, no modelo de Ocupação, quando o FGTS não financia imóveis para pessoas físicas. Em resumo, quando construtores encontraram terrenos viáveis para obras do MCMV na cidade, unidades habitacionais ficam inviabilizadas de serem financiadas à população com recursos do FGTS pelo programa habitacional.

MP abre investigação contra barulho de festas no Clube dos Médicos em JP

  A rotina de festas e eventos com som alto no Clube dos Médicos, no bairro Jardim Oceania, virou caso de investigação formal do Ministério ...