quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Skate: da proibição autoritária às medalhas olímpicas (por Luiza Erundina)

 


No final dos anos 1980, os skatistas da cidade de São Paulo enfrentavam perseguição da autoridade municipal, que proibia a prática do esportes e o reprimia com violência.

Os agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) recebiam ordens expressas do então prefeito Jânio Quadros para retirar à força os skates das mãos dos jovens e destruí-los na presença deles —o que, quase sempre, provocava crises de choro.

Naquele tempo, os skatistas de rua costumavam usar as marquises do parque Ibirapuera, que ofereciam um piso adequado para treinar suas manobras —além de ser um espaço coberto, protegido da chuva. Havia o inconveniente, contudo, de ficarem próximos ao gabinete do prefeito, localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega.

Era de conhecimento público o autoritarismo e o mau humor de sua excelência. Jânio passou a não tolerar a presença dos jovens skatistas nas imediações de onde despachava e imediatamente baixou um ato proibindo a prática do esporte nas instalações do parque. Não satisfeito, resolveu estender sua medida de força para toda a capital paulista, tigualmente proibida de adotar o skate como modalidade esportiva.

Inconformados com o abuso de poder, os skatistas decidiram se mobilizar e promover um protesto no portão principal do Ibirapuera. Havia cerca de 200 manifestantes, número suficiente para fazer um barulho que incomodasse o prefeito.

Na ocasião, os skatistas fizeram a entrega de um abaixo-assinado com mais de 6.000 assinaturas. Pedia-se a revogação da canetada de Jânio, que se manteve insensível ao clamor dos munícipes. Os jovens, no entanto, continuaram aguardando a mudança de rumos no governo da cidade para terem seus direitos assegurados.

Foi aí que entrei em cena. Como candidata a prefeita da cidade de São Paulo naquele ano de 1988, tive um encontro com os skatistas paulistanos, oportunidade em que me comprometi, se eleita, a revogar o ato do prefeito Jânio Quadros. E foi o que fiz assim que assumi a prefeitura, em 1° de janeiro de 1989.

Não só revoguei a proibição do skate como também ampliei espaços públicos destinados à modalidade, prática em que jovens atletas brasileiros têm se destacado, inclusive nas duas últimas Olimpíadas —o que é motivo de orgulho para todos nós.

Trinta e cinco anos depois, em Paris, Rayssa Leal, aos 16 anos, conquistou a medalha de bronze, tornando-se a brasileira mais jovem a subir ao pódio em edições diferentes dos Jogos Olímpicos.

Reconheço que a decisão de acabar com a proibição do skate foi um marco importante para São Paulo e para o Brasil. Não significou apenas uma vitória dos skatistas, que finalmente puderam praticar a atividade livremente, mas também simbolizou uma mudança de atitude da administração em relação à participação popular nas ações de governo e, principalmente, dos mais jovens —desencantados, em parte, com a política. O skate é e sempre foi uma expressão legítima de lazer, esporte e inclusão social.

Com o passar dos anos, o skate —proibido no passado, hoje certeza de medalha olímpica— evoluiu de uma prática marginalizada para uma modalidade respeitada e institucionalizada. Quando fez a sua estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio, há três anos, trouxe medalhas para o Brasil e mostrou ao mundo o talento dos skatistas brasileiros. Essas conquistas provam o potencial do esporte na transformação de vidas, algo que começou a ser reconhecido lá atrás, com a decisão da nossa gestão em acolhê-lo e apoiá-lo.

Hoje, vejo aquela decisão como mais do que uma simples mudança de política pública, mas o reconhecimento de que a cidade pertence a todas e todos, e que o esporte tem um lugar legítimo no espaço urbano.

A inclusão do skate nas Olimpíadas foi sem dúvida algo extraordinário, mas para os skatistas a verdadeira vitória foi conquistada anos antes, quando puderam, finalmente, andar livremente pelas ruas da nossa cidade.

Ex-deputado tentou matar irmão ao saber de abuso sexual contra filha em 1991

 


Gabriela Cunha Lima, sobrinha do médico pediatra Fernando Cunha Lima acusado de abusar sexualmente de crianças, revelou, em entrevista à TV Correio, que o seu pai Arthur Cunha Lima tentou matar o irmão ao tomar conhecimento do crime de pedofilia contra ela.

Gabriela, hoje com 41 anos, contou que foi abusada pelo tio Fernando Cunha Lima em 1991, quando ela tinha apenas 9 anos. A revelação ocorre em meio a uma nova investigação contra o pediatra pelo mesmo crime a uma criança também de 9 anos neste ano (2024).

Gabriela conta que o seu pai procurou o irmão para matá-lo, mas não o encontrou porque na época ele estava viajando. “Meu pai não era para ser um assassino”, considerou Gabriela.


Vereador vai consultar CMJP para retirar homenagem ao pediatra Fernando Cunha Lima


 Acusado de violentar sexualmente de crianças, o médico pediatra Fernando Cunha Lima foi homenageado em 2015 pela Câmara Municipal de João Pessoa com a Comenda Poeta Ronaldo Cunha Lima.

A homeganem, à época, foi oferecida pelo vereador Bruno Farias, que em contato com o @blogmauriliojunior, na tarde desta quarta-feira, informou que irá consultar a Câmara para retirar a homenagem dos diários de Casa.

Chocado com as revelações feitas pela sobrinha de Fernando Cunha Lima, Gabriela Cunha Lima, Bruno Farias diz condenar crimes contra crianças.

O médico Fernando Cunha Lima é alvo de investigação da Polícia Civil da Paraíba por estupro de vulnerável contra uma criança de 9 anos, em João Pessoa. Hoje, a sua sobrinha revelou, em entrevista à TV Correio, que também foi abusada em 1991.


Atriz de “Pantera Negra”, Connie Chiume morre aos 72 anos


 Connie Chiume, a veterana atriz sul-africana que estrelou o filme da Marvel “Pantera Negra” (2018), morreu aos 72 anos em Johanesburgo, na África do Sul . A família confirmou a morte nas redes sociais.

Em um breve anúncio no Instagram na terça-feira (6), eles disseram: “A família Chiume lamenta informar o falecimento da premiada atriz internacionalmente aclamada Connie Chiume.”

“Connie Chiume, 72 anos, faleceu no Garden City Hospital hoje, dia 6 de agosto de 2024. A família pede privacidade neste período difícil. A família comunicará mais detalhes”, diz o comunicado.

Chiume, que interpretou a líder tribal Zawavari em “Pantera Negra e em sua sequência de 2022, Pantera Negra: Wakanda Para Sempre, era um nome conhecido em sua terra natal.

Prestando homenagem a ela no X, o governo sul-africano postou: “Nossas mais sinceras condolências à família, amigos e colegas da premiada e lendária atriz Connie Chiume. Seu excelente trabalho será sempre lembrado. #RIPConnieChiume.”

Chiume nasceu na África do Sul em 1952, filha de pai malauiano e mãe zulu, segundo seu perfil no site de sua agência, MLA.

Antes de embarcar em uma carreira no showbiz que durou mais de 45 anos, ela se formou como enfermeira e trabalhou como professora. Sua primeira incursão no mundo do entretenimento ocorreu em 1977, quando ela se juntou a um show musical chamado “Sola Sola”, que percorreu Israel e a Grécia.

Ela acumulou uma série de créditos no palco e na tela, inclusive no popular drama de TV sul-africano “Gomora”. 

Em uma homenagem no Instagram, MLA escreveu: “Estamos todos chocados e arrasados com o falecimento de nossa amada Connie. À medida que o sol se põe neste dia profundamente triste, compartilharemos mais sobre Connie, sua vida maravilhosa e seu incrível sucesso no indústria nas próximas semanas.”

“Fomos todos abençoados por tê-la conhecido. A família de Connie pediu privacidade durante este momento difícil”, finalizou.


Rebeca vai pagar imposto sobre as medalhas que ganhou? Veja o que diz a Receita


 A ginasta Rebeca Andrade fez história mais uma vez ao conquistar a medalha de ouro na prova de solo nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Com uma apresentação impecável, Rebeca garantiu sua posição entre as maiores atletas do mundo, trazendo orgulho para o Brasil com a medalha de ouro. A conquista, celebrada por milhões de brasileiros, foi marcada por um desempenho que combinou técnica, precisão e expressividade, consolidando Rebeca como uma referência no esporte.

No entanto, pouco após a comemoração, surgiram nas redes sociais informações falsas sobre a suposta taxação das medalhas olímpicas pela Receita Federal. Essas fake news alegavam que os atletas brasileiros seriam obrigados a pagar altos impostos sobre as medalhas conquistadas, o que gerou preocupação entre os fãs e atletas.A disseminação dessas informações inverídicas levou muitos a questionar se a premiação de Rebeca Andrade estaria sujeita à tributação ao retornar ao Brasil.

As notícias falsas rapidamente se espalharam, causando um debate acalorado sobre o tema. Felizmente, a Receita Federal se pronunciou para esclarecer a situação, assegurando que as medalhas olímpicas estão isentas de impostos e que os atletas brasileiros não precisam se preocupar com cobranças tributárias ao retornarem ao país com suas conquistas.

Em Paris, Rebeca conquistou uma medalha de ouro (solo), duas de prata (salto e individual geral) e uma de bronze (por equipes). Com as quatro medalhas conquistadas na atual edição dos Jogos, a ginasta virou a maior medalhista da história do Brasil, com seis.

O que diz a Receita Federal?

De acordo com a Receita Federal, as medalhas olímpicas, assim como troféus e outros objetos comemorativos recebidos em eventos esportivos oficiais realizados no exterior, estão isentos de impostos federais.Isso significa que atletas como Rebeca Andrade, ao desembarcarem no Brasil com suas medalhas, não estarão sujeitos à tributação sobre esses itens. A isenção é garantida pelo artigo 38 da Lei 11.488, de 15 de junho de 2007, e pela Portaria MF 440/2010.

O artigo 38 da referida lei estabelece que não incidem impostos como o de importação, o imposto sobre produtos industrializados (IPI), a contribuição para o PIS/Pasep-Importação, a Cofins-Importação e a CIDE-Combustíveis sobre troféus, medalhas, placas, estatuetas, distintivos e outros objetos comemorativos recebidos em eventos culturais, científicos ou esportivos realizados no exterior. Essa isenção se aplica também a bens utilizados por desportistas em eventos esportivos oficiais e recebidos em doação de entidades esportivas estrangeiras ou promotoras do evento.

Além disso, a Portaria MF 440/2010 reforça que os bens de uso ou consumo pessoal, incluindo aqueles trazidos como parte da bagagem acompanhada do viajante, também são isentos de tributos. Isso significa que as medalhas olímpicas, por serem consideradas bens de caráter pessoal e de uso exclusivo do atleta, não estão sujeitas à tributação ao entrar no país.

Portanto, a Receita Federal assegura que o processo de retorno ao Brasil com medalhas olímpicas é simples e descomplicado, sem a imposição de burocracia. Essa isenção foi criada para garantir que os atletas brasileiros possam ser recebidos com a devida admiração e sem preocupações adicionais. A Receita destaca que os campeões podem trazer suas conquistas para casa sem nenhum tipo de encargo fiscal, e que o país os acolhe com orgulho e reconhecimento.


Diretório do PL em Santa Rita rejeita posição de ala do partido e mantém apoio a Nilvan: “Respeite a decisão da convenção”


 Na noite desta terça-feira (06), o diretório municipal do PL em Santa Rita decidiu, em reunião, manter seu apoio à candidatura do comunicador Nilvan Ferreira (Republicanos), contrariando a orientação da cúpula do partido, liderada por Cabo Gilberto, que quer retirar o apoio.

O presidente municipal do PL, Gilmarques Fernandes, explicou que a decisão da convenção, realizada em 29 de julho e registrada no Tribunal Regional Eleitoral, foi tomada por unanimidade e deve ser respeitada. Fernandes criticou a tentativa de revisão da decisão.

“Nossa postura é que o partido tem que respeitar as decisões da convenção. Nós fizemos a convenção no dia 29 [de julho], tudo registrado. A ata registrada, prontamente, no Tribunal Regional Eleitoral. A única coisa que a gente quer é que respeite a decisão da convenção, que foi por unanimidade” disse.

Fernandes também expressou seu descontentamento com a proposta de uma nova ata que visaria reverter a decisão inicial.

“Eles querem fazer uma nova ata para desfazer o que já foi decidido, e a comissão municipal não concorda”, afirmou o presidente do diretório.

Sobrinha de Fernando Cunha Lima revela ter sido também abusada pelo médico há 30 anos


 A sobrinha do médico pediatra de 80 anos, alvo de investigação da Polícia Civil da Paraíba por estupro de vulnerável em João Pessoa, revelou nesta quarta-feira que também foi abusada sexualmente por Fernando Cunha Lima.

O crime ocorreu em 1991, quando Gabriela tinha 9 anos, a mesma idade da criança violentada recentemente e objeto de apuração da Polícia.

A revelação de Gabriela foi feita em entrevista a reporter Jaceline Marques, da TV Correio.


MP abre investigação contra barulho de festas no Clube dos Médicos em JP

  A rotina de festas e eventos com som alto no Clube dos Médicos, no bairro Jardim Oceania, virou caso de investigação formal do Ministério ...